sexta-feira, 27 de julho de 2012

DIA 26/07 - SANTA ROSA - WINIFREDA

Próximo às 8:00 h da manhã, o ciclista deixa o hotel, em Santa Rosa, rumo à Winifreda. Isto significa que ele deve acordar antes das 6:00 horas da manhã, pois como confessa ele mesmo, leva duas horas para se aprontar para a jornada (quase uma noiva...).

A bela igreja de Santa Rosa, num estilo sui-generis (acima). Abaixo, a entrada do Parque onde foi feito o acampamento do Rali Dakar. Na foto seguinte, o aventureiro Werner Hannig marca o local onde se estabeleceu o acampamento do Rali na cidade de Santa Rosa.





Ainda no parque sede do acampamento do Rali Dakar, a placa mostra a preocupação da municipalidade de Santa Rosa com a saúde de seus munícipes.

Apesar do frio, perto das 9:00 horas da manhã, pescadores conseguem tirar peixes do lago. A fogueira é indispensável para manter os três pescadores aquecidos ( Osvaldo, Diego e Martin). Na foto da esquerda, um dos pescadores segura a bike do aventureiro para a devida documentação dos numerosos peixes fisgados (foto acima à direita).



Los Hermanos homenageiam o Brasil dando o nome de nosso país a uma das ruas da cidade.

Sinalizadores de final de pista (abaixo) e, na "rotonda", um avião "psicodélico, também no final da pista do aeroporto de  Santa Rosa.

Próximo ao aeroporto, um monumento em homenagem à Evita Peron. Nesta data, 26 de julho de 2012,  comemora-se  os 60 anos de seu falecimento. Um numeroso grupo de admiradores havia se reunido minutos antes da chegada do aventureiro  ao local (foto abaixo).
Nosso aventureiro, profundo conhecedor da história argentina, fez um comentário ao monumento, referindo-se "à famosa presidente argentina", no que foi prontamente corrigido por um dos remascentes do grupo, que o informou que ela havia falecido prematuramente, com câncer, aos 33 anos de idade e quem na realidade foi presidente foi a segunda mulher do Gal. Peron, Isabelita. Uma "mancada" que certamente não deve ter agradado muito ao"hermano".






Na Ruta 35, a menos de 500 metros do monumento em memória à Evita. O costume de plantar árvores nas margens da rodovia embeleza a paisagem e prote o aventureiro de ventos laterais (foto acima).

"Defunta Correa", tornou-se uma lenda na Argentina, porque ao morrer, seu filho recém-nascido foi amamentado pelo cadáver da mãe. Estória sinistra, mas o aventureiro tranquilamente abre seu pacotinho de "galletas". É hora do lanche...

Os "monumentos" se assim se pode chamá-los, homenageiam Defunta Correa por várias estradas argentinas. Em todos eles, uma profusão enorme de garrafas pet, algumas com água, outras já secas, que quando açoitadas pelo vento local, se espalham por dezenas de quilômteros ao redor (fotos abaixo).


Em placas afixadas nesses locais, lê-se "Dai-me a água". Então, os passantes deixam essas garrafas com água  para a Defunta Correa.

Ao lado do memorial à Defunta Correa, o primeiro cactus encontrado na rota do Rali Dakar. O aventureiro o documentou com a foto abaixo.



Nova placa identifica outra "Rastrillada Indigena", assunto já esclarecido em postagem anterior (foto acima).
Placa mostrando o destino do aventureiro - Winifreda, a 24 km, onde o aventureiro julgou que chegaria em breve - triste enganos... Num dia que parecia perfeito, distância pequena, vento à favor, eis que de repente a corrente passou por cima da última engrenagem e entrou por dentro dos raios da roda, quebrando dois deles.

Aqui o aventureiro faz uma digressão e nos conta o primeiro atrito com um caminhoneiro argentino.
Normalmente, sempre que ele está próximo a dois carros que estão para se cruzar na rodovia, vindo cada um em sentido contrário ao outro, Wrner rapídamente sai da pista, que é uma atitude educada para com os motoristas que desenvolvem altas velocidades e também prudente, para sua integridade pessoa. Hoje, andando a 15 km/h, de repente vê um caminhão colado em sua roda traseira, o que raramente acontece, porque os caminhoneiros buzinam com bastante antecedência, que é o sinal para o aventureiro sair para o acostamento. O tal caminhoneiro de hoje, sem que houvesse qualquer carro em sentido contrário, talvez por ter acordado mal-humorado, buzinou (Werner imaginou um cumprimento de um amigo relâmpago) e tocou em cima da bike do aventureiro, jogando-o para o acostamento cheio de rosetas.
Melhor furar um pneu do que perder a vida... Ainda bem que foi a primeira atitude desse tipo na presente jornada.

Chegando em Winifreda, a 100 metros da Ruta 35.


Roda traseira da bike, com os raios quebrados pela corrente.

Werner nos conta que realmente esta aventura está sendo marcada pelos problemas mecânicos na bike, talvez por falta de uma revisão mais minunciosa que deveria ter sido feita na saída do Brasil (este correspondente bem que o alertou sobre isso...). Em 2010, na última aventura, o problema foram os 30 pneus furados.
O contratste do mal-humor do motorista de caminhão que causou o incidente acima relatado e a atitude do proprietário da oficina de bicicletas, que trocou os raios da bike e não quis cobrar o trabalho.
Prestamos uma homenagem ao mecânico publicando sua foto no blog MEU DAKAR 2012. (acima).



No hotel, em Winifreda, onde o dono deu um desconto de 20 pesos (o preço originalmente cobrado era de 120 pesos). Quando Werner perguntou, de manhã, o que tinha para o café, o dono informou que não tinha café, pois com café o preço da pousada era de 120 pesos...Grande desconto...














Com cerca de 4 mil habitantes, as atrações em Winifreda são poucas. Na praça central, a homenagem ao libertador José de San Martim (fotos acima).

Dados da jornada do dia 26, de Santa Rosa à Winifreda:  Tempo de relógio: 7h 32m 00s  Tempo de bike: 4h 59m 04s Média horária: 14,3 km/h Velocidade Máxima: 45.7km/h Distância percorrida:  71,73 km, Batimento cardíaco:  média - 81 Máximo -114 Mínimo -54

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