RESUMO DO TRECHO: USPALATTA/REFUGIO: Tempo na bike: 9h 54m 23s; Tempo no Relógio: 11h 12m 57s; Velocidade Média: 9,8 km/h; Velocidade Máxima: 25,2 km/h; DistânciaTotal: 97,59 km Batimento cardíaco médio: 109 Máximo: 140 Mínimo: 62
O trecho de hoje deixou o aventureiro bastante preocupado com sua integridade física. Ele mesmo admite que numa destas, pode se dar mal, pela precariedade de seus equipamentos e mais ainda pelas dificuldades que a região, extremamente agreste, oferece. Em suas palavras: "Foi um dia muito angustiante em função da incerteza sobre o que vai se encontrar pela frente. Mas o Dakar passou por ali. Quero ir também!"
O dia começa bem com a alegre despedida da dona do Hotel Viena, ainda em Uspallata.
Ainda em Uspallata, na praça central, vários serviços são oferecidos aos os turistas. Entre eles, "mountain bike", no cartaz ao centro, marcado pela bicicleta do aventureiro.
O animal tranquilamente pastando, tendo ao fundo as montanhas geladas. O aventureiro não resistiu e novamente clicou a paisagem (foto abaixo).
Local para se aprender algo sobre as culturas indígenas argentinas. O aventureiro fotografou e foi-se embora ao perceber que era pago...
A Comunidade Huarpe aberta à visitação pública, desde que se pague os ingressos. Seguindo o aventureiro, "A los indios le gusta la plata..."
Por cinco pessos é possível visitar a comunidade indígena e conhecer um pouco de sua cultura (foto abaixo)
Diferenças línguísticas entre o português e o espanhol, na placa abaixo....
Mais um objeto não identificado (foto abaixo) - parece um iglu, mas deve ser uma casa provisória. Vale pela paisagem ao fundo.
Outra paisagem deslumbrante, com o bucolismo de animais pastando à frente (acima).
Os intermináveis "mausoléus" da "Defunta Correa" (veja posts anteriores), com suas "montanhas" de garrafas pet, continuam a cruzar com o trajeto do aventureiro Werner Hennig (foto acima). São dezenas delas e o aventureiro fotografa apenas as maiores...
Werner documenta mais uma "cena de filme": os montes gelados ao fundo.
As placas sinalizam o destino do aventureiro (baixo, à direita). A rodovia asfaltada se aproxima do fim.

A foto abaixo procura mostrar as enormes distâncias a serem percorridas pelo aventureiro.
A placa abaixo demarca o final da província de Mendonza, que os argentinos chamam de "límite".
Anoitecendo, o aventureiro aproxima-se do "refúgio" onde iria pernoitar.
Ao ver uma caminhote se aproximar pede informações aos três ocupantes. Vejam só a coincidência, que gerou as últimas fotos do dia: na pick-up, a logomarca do Rally Dakar 2012 (em detalhes abaixo, à direita)
Essa foram as últimas fotos do dia, porque o aventureiro não sabia a distância até o refúgio onde pernoitaria. O aventureiro reconhece que em alguns momentos suas aventuras beiram as raias da insanidade.
Chegando ao refúgio, passando das 5 horas da tarde, já escurecendo, o aventureiro limitou-se a estender seu saco de dormir e tomar um resto de refrigerante, até porque na escuridão em que estava, não conseguiria encontrar nada mais na sua bagagem. Por sorte, o enorme esforço dispendido no trecho, tirou-lhe quase todo o apetite.
Deitado, na escuridão, Werner apenas ouvia alguns ruídos estranhos, que somente identificou ao acender a luz do celular: um ratinho estava empoleirado em cima da bolsa de mantimentos de sua bike. O aventureiro apenas teve tempo de fechar a bolsa e retornar ao saco de dormir e tentar dormir.
Para complicar ainda mais a situação, em virtude do esforço dispendido na subida que o trouxe até a altidude do refúgio, os aventureiro sentiu uma leve disritmía cardíaca, que felizmente cessou com o descanso de uma noite de sono.

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