Werner inicia o relato do dia reclamando muito dos habitantes de Difunta Correa. Em todas as quatro viagens que fez pela Argentina, diz nunca ter sido tão maltratado como nessa cidade. As pessoas são grosseiras, a acomodação é precária e cara (só para se ter uma idéia, até chegar a essa cidade, o valor mais alto que havia pago por uma acomodação fora em Coronel Dorrego - 130 pesos, tratando-se de um hotel, com toda a estrutura, que incluia disponibilidade de Wi Fi). Em Difunta Correa lhe pediram 200 pesos, por um quarto com banheiro, e só. Atendimento grosseiro, sem cortesia nenhuma. O aventureira diz que quer esquecer que esteve em Difunta Correa.
A parte boa do dia foi encontrar uma excelente ciclovia com cerca de 30 km, pouco antes de Difunta Correa. Diz o aventureiro que a surpresa é maior por se tratar de uma cidade muito pequena e com uma ciclovia que a maior parte das cidades de porte não possuem.
Dez quilômetros depois de San Juan, Werner encontra um monumento a Santa Lucia (acima), que dá nome e homenageia esta pequena cidade. Num painel abaixo da Santa (à direita), em minúsculo detalhe aparece uma bicicleta, que o aventureiro clicou (abaixo).
Mais um dos bonitos totens que enfeitam as estradas da região, mas que pouco acrescentam em matéria de informação.
Desjam boa viagem em três diferentes línguas e informam em que região do país o viajante se encontra.
Belíssima entrada de uma chácara no lado esquerdo da estrada para Difunta Correa, denominada de "Posta Chacrita"
, Detalhes do vigia, à esquerda e da placa de seus autores (acima) no mesmo local.
Representa uma antiga "parada" de diligências, nos trajetos que percorriam, onde haviam estrebarias para os animais descansarem das longas viagens.
À direita da mesma estrada, um belíssimo painel retrata uma carava de pioneiras que costumava descansar nesse tipo de lugares (Postas).
Se há beleza nas estradas argentinas, também há pobreza, como retratam as fotos à esquerda e
como retratam as fotos acima, à direita e abaixo.
Publicamos a propaganda de Cristina Kirchner, então temos que, cumprindo a legislação eleitoral, publicar a foto de seu adversário Eduardo Duhalde...
Chegando em Caucete, que segundo o outdoor na avenida central, tem o maior Interact Clube do mundo (filhos de rotarianos).
O aventureiro ficou muito admirado quando, ao fazer amizade com ciclistas da cidade, descobriu que eles desconheciam o fato.
Caro Werner, é que na verdade o fato não é tão importante assim...
O odômetro da bike do Werner marca os 2.000 km rodados nesta aventura Meu Dakar 2012. O aventureiro enfatiza que essa quilometragem não tem nada a ver com a quilometragem feita pelos pelos pilotos da Rally Dakar, que devem estar mais de 500 km na frente.
O aventureiro faz pose na bonita estrada ladeada por árvores (foto abaixo).
Em ambos os lados da estrada começam
a aparecer os vinhedos, nesta que é uma
grande região produtora de vinhos.
Ao ver a placa indicando "ciclovia", o aventureiro Werner Hennig imaginou tratar-se de mais uma "pegadinha", entre tantas por que passou na Argentina. A ciclovia aparecia apenas na placa. Na estrada, nada.
Resolveu deixar a bike encostada e dirigiu-se a um barzinho de beira de strada próximo, quando foi informado que a mesma encontrava-se do lado contrário ao da placa (do lado esquerdo da Ruta).
Feliz e contente o aventureiro pedala confortavelmente pela excelente ciclovia, que foi objeto de numerosas fotos.
A "Senda del Peregrino" em detalhes no mapa. Passa por vários "paradores", entre os quais o "Gauchito Gil" e termina no "Santuario Difunta Correa". O roteiro mostra o respeito às tradições nessa região argentina (ver explicações sobre as duas lendas em postagens anteriores deste blog).
Numa indecisão muito forte, porque de Difunta Correa até a cidade de Chepes são mais de 150 km de distância, o que exigiria uma "esticada" maluca, sair às 5 da manhã e pedalar até a exaustão, ou dormir na estrada, porque no trajeto não há nenhum local para o pernoite. Como o aventureiro já esgotou sua cota de dormir em sacos de viagem nesta aventura e terá ainda que obrigatóriamente voltar a fazê-lo muitas vezes na travessia dos Andes, recebeu com enorme agrado o oferecimento dos ciclistas das fotos acima e abaixo de uma carona até Chepes
Mais um mausoléu do "Gauchito Gil", na beira da estrada, na chegada da terra da "Difunta Correa".
Na foto abaixo o aventureiro posa ao lado da estátua do santo argentino (à esquerda e abaixo).
Diz ainda que trocar o meu apartamento pela casa ne trará três grandes vantagens: "1. Vais ficar longe de qualquer tipo de vizinho chato e inoportuno; 2. não precisas te preocupar em ficar preso no elevador; 3. vais te livrar definitivamente de taxas como água, luz e condominio.
Quem sabe no dakar 2013 eu já possa estar te fazendo uma visitinha nesta bela morada ."
Acho que o aventureiro quer cobrar corretagem na transação - não vamos fazer negócio...
Ainda a ciclovia: bem sinalizada, a ponto de informar
que há subida à frente. Na placa verde adiante, o
anúncio do início da "Cuesta de las Vacas".
Havia acontecido o milagre!
Um parador para picnic na ciclovia, possui, como de direito, estacionamento para bicicletas.
Aqui a indicação do ponto mais alto da ciclovia: 833 metros de altitude
Em todas as ciclovias da região existem inúmeros desses painéis (foto abaixo) onde se fala da flora e fauna local. O aventureiro clicou esta, apenas como exemplo.
A placa (foto abaixo, à direita), marca o início do retorno da Senda del Peregrino, ciclovia que, contando ida e volta, soma 60 km. A volta ao redor do relógio de sol (foto abaixo),
inicia o retorno ao ponto de partida.
Aventureiro sofre muito, até no repouso: vejam o "muquifo" onde se hospedou Werner em Difunta Correa, ao módico preço de 200 pesos... Werner registra sua indignação pelo pouco que lhe ofereceram e pelo muito que lhe cobraram.
Ao ligar a Tv nas suas "luxuosas instalações", o aventureiro se surpreende ao ver na tela a novela brasileira "Ti Ti Ti", que nas terras portenhas é Cu chi che os (cochichos, em português). Na foto seguinte, a fita métrica da abertura da mesma novela.

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