quinta-feira, 23 de agosto de 2012

20/08 - DE PATQUIA A CHILECITO



RESUMO DO TRAJETO: Tempo na bike:  9h 01m 26s; tempo total no relógio: 10h 53m 55s ; Média horária: 14,9 km/h; Belocidade máxima: 27,3 km/h Distância total percorrida: 134,55 km; Batimento cardíaco médio: 86 Máximo: 110  Mínimo: 60


Tomando a Ruta 74, logo na saída, o aventureiro Werner Hennig encontra a placa de estrada que mostra seu destino nesta etapa: Chilecito.
Segundo Werner, o dia se mostrou imprevisível. Sabes-se como começa e não se sabe como termina.
Ao conversar com o borracheiro que consertou sua câmara, ainda em Patquia, este informou-lhe que Chilecito encontrava-se a 3.000 metros de altitude, aproximadamente. E realmente, ao sair de Patquia, os primeiros 32 quilômetros foram de subida e ainda com vento contrário.
Até então, a média de velocidade era de 11,1 km/h. Ao chegar no topo da subida, o vento mudou e ficou a favor, aumentando sensivelmente a velocidade média, passando o aventureiro a andar a 20 km/h.
Nessas condições, o aventureiro mudou seus planos: Como Chilecito estava a 128 km, mas a cerca de 90 km havia uma outra cidade (Nonogasta), ele poderia parar nessa mais próxima caso anoitecesse antes de chegar a Chilecito.

Mudam as cores dos montes e o aventureiro clica a paisagem (foto acima) 




 A vistosa placa indica mais um mausoléu da Difunta Correa (Defunta Correa, em português), ao contrário do que pensou o pedalador, que imaginou tratar-se de indicação da cidade de mesmo nome. São dezenas destes locais ao longo das estradas argentinas da região.
Para os que iniciam o acesso ao MEU DAKAR 2012 nesta data, fornecemos abaixo informações sobre a Difunta Correa pela Wikipédia:

A Defunta Correa é uma figura religiosa argentina que atrai centenas de milhares de devotos, pela sua história trágica e alegados milagres. O seu culto não está sancionado pela Igreja Católica, como tal não é considerada como santa, nem a sua existência real está devidamente documentada, o que, no entanto, não impediu a propagação da lenda nem a construção de um santuário oficial em Vallecito.
Segundo a lenda, María Antonia Deolinda Correa era uma jovem mulher na década de 1840, que decidiu seguir o seu marido quando este foi recrutado para combater na guerra civil. Levando um bebé recém-nascido nos braços, Deolinda Correa seguiu o progresso do exército argentino durante algum tempo. Quando atravessou a zona desértica em torno da província de San Juan, os mantimentos e água que levava acabaram e acabou por morrer de sede e exaustão. Algum tempo depois o seu corpo foi encontrado e, para espanto dos viajantes, o bebé estava ainda vivo, supostamente graças ao leite que o corpo da sua mãe continuou a produzir, mesmo depois da morte. O evento foi considerado como milagre divino e o local foi assinalado com um pequeno altar.
Durante as décadas seguintes, o lugar de Vallecito transformou-se num centro de peregrinação para os devotos. Hoje em dia, o suposto local da morte da Defunta Correa é um complexo que inclui santuário oficial, hotéis e parque de campismo, restaurantes, estação de correios e muitas lojas de recordações dedicadas ao tema. O santuário de Vallecito é administrado por uma fundação sem fins lucrativos.
O culto da Defunta Correa atrai muitos milhares de argentinos, em particular camionistas e viajantes em geral. Durante os fins-de-semana e especialmente na época da semana santa, Vallecito é visitado por muitos peregrinos que buscam favores da Defunta Correa ou procuram pagar promessas. O ponto alto da visita é o altar onde se encontra uma imagem da Defunta Correa prostrada com o seu bebé nos braços. No resto do país, a devoção da Defunta Correa está patente ao longo das estradas, onde se encontram pequenos santuários, mais ou menos elaborados, rodeados de oferendas como peças de carros e, especialmente, garrafas cheias de água.
A Igreja Católica tem uma posição negativa em relação a esta devoção, que classifica como superstição popular. Foram feitas diversas tentativas para neutralizar ou minimizar o culto da Defunta Correa, incluindo a construção de uma igreja em Vallecito mas sem grande sucesso.







As tradicionais garrafas pet amontoadas junto ao mausoléu, para que não falte água à Difunta Correa...(foto à direita).









Na foto abaixo, devotos de Difunta Correa prestam suas homenagens à beata. Werner observa. 
Na estação ferroviária abandonada (parece que eles também seguem o mau exemplo brasileiro), o aventureiro posa para documentar sua passagem pelo local (foto acima).
O interessante é que de Patquia até Chilecito existe uma estrada de ferro, pela qual não passa nenhum trem.
O aventureiro comprovou o fato ao verificar que num cruzamento da "ruta" com a estrada de ferro, o asfalto passa por cima  dos trilhos.
O aventurteiro então pensa com seus botões que coisas estranhas acontecem na América do Sul. Alí, cerca de 50 quilômetros de estrada de ferro sem utilização. Em sua terra natal, Rio do Sul, não existe mais do que 1 quilômetro de estrada de ferro, mas o pessoal conseguiu uma locomotiva. Diz ele que o pessoal de Rio do Sul ia se divertir um monte com a ferrovia que ele descobriu em Chilecito.



A bike do aventureiro, sua companheira de aventura, posa na frente das montanhas, enquanto o ele tira parte da roupa em virtude do forte calor que faz neste trecho.


Embora ainda muito longe de Chilecito, as placas
já desejam boas vindas ao aventureiro
 (foto acima).


 Nomes exóticos dos vilarejos à beira da estrada. O aventureiro não perde a oportunidade e clica a placa (abaixo).

A estrada de ferro sem trens possui, além de estações abandonadas, belas pontes de ferro. 

Chegando a Nonogasta ( o aventureiro comenta que nessa cidade só o nono gasta - a nona não). 




Chilecito deve ser uma região bastante turística, porque existem dezenas de placas oferecendo hospedagem, como a que ilustra a foto ao lado.

Chegando a Chilecito e no portal de acesso à cidade, à direita, a placa afirma "Las Malvinas son Argentinas". Como esta, existem várias outras espalhadas por toda a região (foto acima). 





 A bike estacionada no jardim do "hostel" em Chilecito onde o aventureiro se hospedará. À esquerda, na foto, o recepcionista preenche a ficha de hóspedes do Werner.
Agora é a hora de descansar e se preparar para as novas jornadas.

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