Como Werner contou em seu último email, ainda na Argentina, não fará contato nos próximos 10 dias (no mínimo), até sua chegada a Copiapó, no Chile. A inexistência de internet na região, (inclusive em Fiambalá é muito precária, a ponto de não conseguir enviar a este correspondente os áudios que normalmente ilustram suas fotos), nos deixará esse período sem notícias do aventureiro, só nos restando aguardar sua próxima manifestação assim que chegar em território chileno. Este "apagão" como ele menciona, deixará o blog inativo nesse período.
Nesta segunda-feira, dia 27/08/2012, ele inicia a travessia da cordilheira dos Andes, devendo atingir os 4.726 metros acima do nível do mar.
Quando este correspondente perguntou ao aventureiro como se daria a travessia, respondeu-me brincando, assim:
"quanto à travessia, acredito que vai ser ótimo - vou contar com uma ambulância, com médico, enfermeiras --ENFERMEIRAS, nutricionistas e duas massagistas, que não podem ter mais que 22 anos, porque com mais idade as mãos podem ficar um pouco ásperas. Vai também ter outro carro com banheira de hidromassagem, para me banhar no final do dia e ser massageado pelas chicas."
Falando sério, em outro email ele revela quão árdua será esta etapa:
" Vou sair amanhã (26/08/2012) de Fiambalá, que está a 1.500 metros acima do nível do mar, e em tres dias devo chegar na gruta que está a 4.000 metros de altitude. Os dois pernoites vou fazer em abrigos do governo. Na gruta vou ficar um dia (dia 29/08), esperando uns espanhóis que vão levar comida que já comprei aqui em Fiambalá.
Meu amigo Jonson não vai poder me acompanhar. Tem outro compromissos, mas tem me auxiliado fazendo um mapa do refugio que tenho que encontrar no lado chileno. Isso está me deixando apreensivo porque se não o encontrar, e estiver muito frio (e certamente estará), posso virar picolé. Depois da gruta, a 4.000 metros, em 20km subo até 4.726 metros, quando chego no Chile. Sem oxigênio, meu caro. Vai ser tudo no "peito", e muita calma para não me lesionar. E isto tudo com vento contra, porque na cordilheira o vento sempre é oeste. Este dia depois da gruta vai ser o mais perigoso. Alí nada pode dar errado, porque depois começo a baixar, quando chego na aduana do Chile onde já vou encontrar pessoas. A outra parada é numa mineradora, e se levar sorte consigo chegar em Copiapó, depois de 8 dias sem banho, porque abaixo de zero graus nao existe maluco que tire a roupa. A temperatura mínima pode chegar aos 20º negativos. A média depois dos 4000 metros deve ser de -10º. Copiapó está praticamente ao nível do mar."
Só podemos desejar muita sorte ao aventureiro, fazendo uma oração para que Deus o acompanhe nessa etapa tão difícil de sua aventura.
Abaixo colocamos as últimas fotos de Fiambalá, neste domingo, 26 de agosto de 2012.
| A agência de Turismo do amigo Jonson "Seguridad Turistica", em Fiambalá (foto acima). |
Adesivo do Dakar 2012 na vitrine da Agência (à direita).
A neta de Jonson experimenta a sensação de andar na bike do aventureiro (acima).
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