Ontem foi o primeiro dia, dentre todos os que se passaram nesta aventura do Meu Dakar 2012, em função da disritmia sofrida, que o aventureiro realmente passou por grande desconforto.
Só após ter tomado o café, arrumado suas coisas e preparado a bike, ao fazer o GPS funcionar, apareceu no aparelho um batimento cardíaco de 150. Mesmo assustado, não havia outra solução a não ser retomar a jornada.
Passados cerca de 15 quilômetros, encontrou uma subida de 500 metros. Foi algo terrível, que o aventureiro nunca havia enfrentado antes. A cada 3 ou 4 metros Werner tinha que parar para recobrar o fôlego. Ele calcula que deve ter levado quase 2 horas para vencer aquele pequeno trecho. Em dado momento o GPS chegou a desligar, porque quando fica por muito tempo no mesmo lugar, para economizar bateria, ele desliga.
A seguir, já em retas mas com piso de pedregulho, onde a velocidade cai para perto de 8 km/h, o aventureiro foi obrigado a descer e empurrar a bike. Sentiu nesse momento que estava no limite da exaustão, em função do problema da disritmia.
Só perto das 15:30 h porém, voltou ao batimento próximo ao normal, mas ainda com fortes dores nas pernas e sem poder forçar o físico, notou que a média do batimento cardíaco estava em 144 por minuto, portanto ainda bem alterada.
No acampamento (foto acima), preparando-se para sair em direção a Los Berro. Do lado esquerdo, o saco de dormir e à direita a bike.
Abaixo, vista geral do acampamento.
No "refúgio" (foto ao lado), a temperatura era de 0° C, que, apesar de bastante frio, para o padrão argentino não é nada demais.
Los Berros a 50 quilômetros de distância.
O cactus marca a região desértica por onde o aventureiro passa.
O aventureiro questiona se os participantes do Rally Dakar 2012 foram obrigados a respeitar as duas placas colocadas na estrada pelas autoridades de trânsito argentinas (fotos abaixo).
Sabedor que este seu amigo e correspondente do blog Meu Dakar 2012, Nei Azambuja foi um (in)feliz possuidor de um Gordini em seus tempos de juventude, o aventureiro pergunta se porventura seria este da foto abaixo (em Los Berros).
A engenhoca abaixo já foi encontrada pelo aventureiro em outras cidades argentinas. Destina-se ao banho de passantes. É constituída de uma caixa d'água com um fio à esquerda. Dentro tem uma resistência que aquece a água e à direita um cano de vidro transparente que permite ver quanta água tem dentro do reservatório. Possui mais um cano para encher o reservatório.
O aventureiro compara esta engenhoca com os chuveiros modernos, que gastam apenas a água necessária para um banho.
Na engenhoca, não se sabendo qual vai ser o consumo de água, normalmente aquece-se mais que a quantidade necessária. Mas funciona.
Mapa do Dia 12 de Agosto de 2012.

Nenhum comentário:
Postar um comentário