quarta-feira, 19 de setembro de 2012

13/09 - DE ENCRUCE TALTAL A POSADA SAN FRANCISCO

Continuando pela Ruta 5.



O aventureiro reclama do preço de sua última acomodação (foto à esquerda): 12 mil pesos, o mais caro até agora desta Ruta 5. Sem café, sem mais nada. Mas as instalações são bastante confortáveis

O aventureiro, intrigado em como as plantas da foto abaixo sobrevivem, obteve duas explicações de um passante: ou as árvores são muito resistentes e sobrevivem com as gotas de orvalho da madrugada, ou os caminhoneiros da Ruta 5 fazem as regam em suas passagens.




Enquanto Werner se informava sobre as plantas na beira da estrada com um caminhoneiro, um carro pára e chama Werner. Tratava-se do ex-ciclista Rubén Reyes (foto abaixo), agora viajante de carro, que orgulhosamente mostra fotos de suas aventuras (foto acima) e, sabedor da existência deste blog MEU DAKAR 2012, pede ao aventureiro que fotografe o recorte de jornal que noticia uma de suas aventuras.




É incrível como o deserto conserva os objetos e moradias. O mausoléu da foto abaixo tem mais de dez anos e permanece impecável. Na foto, os familiares do falecido dão manutenção ao sistema de iluminação por energia solar.



Como não deve ter nada para fazer, Ruben Reyes segue o aventureiro em seu carro por mais de 25 quilômetros. Na foto à esquerda ele oferece água ao aventureiro.
No ponto mais alto da Ruta 5. De Encruce de Taltal até esse ponto, o aventureiro pedalou 38 km morro acima.
O aventureiro julga que, no sentido inverso deve ser a maior banguela da Ruta 5.




Nas estradas argentinas e  nas chilenas também, momento de tristeza - uma homenagem aos falecidos,  - no da foto, trata-se provavelmente de uma criança (não existe nenhum cartaz com informações a respeito), pelos brinquedos depositados no local, entre os quais uma bike (fotos à  direita e abaixo)



No meio do deserto, um pequeno oásis (foto acima). Na foto abaixo, o aventureiro posa ao lado de uma s plantas, infelizmente já poluída com papéis abandonados pelos viajantes.


Passando pela localidade de Aguas Verdes (mera forma de expressão, porque não se vê água nenhuma por aqui), já mencionada no post de ontem (foto à esquerda).




Longas distâncias a percorrer pelas estradas Chilenas: Antofagasta à 230 km , na placa à direita.
O aventureiro não necessita, mas os motoristas de veículos automotores devem se precaver: Depois de Águas Verdes, combustível só à 215 km de distância, é o que informa a placa da foto acima.

Na pousada onde se hospedou em 2010, o aventureiro reencontra seu novo amigo Reynes. Neste local, Agua Verde,  foi o acampamento do Rally Dakar.
O aventureiro pretendia almoçar neste bar/restaurante, mas como ainda tinha  38 km de subida para chegar na pousada San Francisco, com vento contra, acabaram suspendendo a refeição.
Vista geral da Posada San Francisco (foto acima), com seu bar e alojamento para viajantes, em pleno deserto de Atacama (foto abaixo).

No caminho para a Posada San Francisco, numa subida, Werner reencontra seu amigo Reynes parado.Pensando que ele novamente o esperava, também parou. Na verdade, o Fiat do amigo estava quebrado. Reynes fez alguma coisa no veículo e conseguiu subir mais uns metros, parando novamente. Werner prestou-lhe seu apoio moral mas, não tendo ferramentas nem conhecimentos mecânicos suficientes, foi obrigado a deixar o amigo, de consciência pesada, não mais o encontrando no restante da jornada.Certamente Reynes deve estar acostumado a essas quebras de seu veículo e mais cedo ou mais tarde resolverá o problema.




Como de hábito, o aventureiro vai recolhendo objetos pelo caminho. Desta feita, chaves e três facas, todas separadas no caminho.Depois de mostrá-las aos proprietários, ficou com medo que eles se preocupassem com um possível assalto e resolveu doá-las aos donos da Posada.

Já (mal) acomodado em seu quarto na Posada San Francisco, com bike, netbok e garrafas de água e refrigerante (foto abaixo).

Mais um pneu furado, tão pequeno que Werner não o identificou. Encheu o dito cujo sem saber se realmente era um furo. Na posada, após alguns minutos parado, o pneu esvaziou (foto abaixo). Benjamim, filho dos proprietários  ajuda no conserto.





Benjamim tenta ajustar o tripé da máquina para "sacar una foto" (à esquerda) e posa com o pneu já consertado abaixo.

Em  agradecimento ao auxílio prestado,
 Benjamin ganha um colo  e um 
suco do aventureiro Werner Hennig na foto abaixo.

Werner, espantado, informa que lhe serviram junto ao tradicional pão, arroz, carne e tomate, abacate sem açúcar.  Devo informar ao Werner que esse é um hábito comum também aqui no Brasil, para muitos de nós, inclusive deste seu amigo e correspondente Nei Azambuja, que quase diariamente come salada de abacate, temperada como qualquer outra verdura ou hortaliça.
Bom apetite!

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