quinta-feira, 20 de setembro de 2012

14/09- DE POSADA SAN FRANCISCO À POSADA ROSARIO

Ainda pela Ruta 5, no Chile, o aventureiro parte da Posada San Francisco para a Posada Rosario.




Em suas andanças pela área de mineiração chilena, o aventureiro Werner Hennig depara-se com um pequeno caminhão carregando uma pick up de prospecção de minérios. Segundo informações do motorista, o aparentemente caro equipamento (com apenas 600 km de rodagem) estava sendo levado ao porto para ser devolvido aos fabricantes nos Estados Unido, em virtude de não terem conseguido operá-la corretamente. Aparentemente, defeito de fabricação, que o poderio econômico dos mineradores chilenos não aceitou.







As placas (fotos abaixo) homenageiam os primeiros povoadores (mineiros) que colonizaram a região, nomeando cada um deles.









 Fazem parte do monumento fincado em pleno deserto, retratado pelo aventureiro na foto abaixo. Como não havia ninguém próximo para colher informações, Werner apenas pode presumir tratar-se de mineradores que iniciaram a extração de minérios na região de Taltal.


Na Ruta 5, junto à placa que indica os 193 quilômetros faltantes para Antofagasta.

Pedalando no deserto.








 Deixando a Comuna de Taltal e adentrando em Antofagasta (foto à direita).




O aventureiro aproxima-se de uma edificação muito estranha, à beira da Ruta 5.

Dezenas de garrafas de água ficam expostas ao tempo, ao lado da construção.
O aventureiro encosta sua bike numa das paredes e, sem querer, o pedal tira uma pequena lasca da pintura. Surge então a figura exótica do eremita que se pode ver nas fotos abaixo, esbravejando contra o aventureiro pelo "estrago" causado pela bike de Werner.

 Werner pouco conseguiu entender dos grunhido emitidos pelo eremita, apenas percebeu que estava muito, mas muito bravo.
Depois de alguns momentos, Werner  se enche de coragem e adentra a "residência", posando para a foto à direita.



 O aventureiro pouco conseguiu arrancar de informações, apenas que ele morava naquele local à 9 anos e dois meses, solitário.Notem que a "casa" não tem teto, mas em seu centro consegue dar um pouco de sombra durante o dia. Como não chove na região,  o problema não é tão grave.
Uma das versões que Werner recebeu de um caminhoneiro é que o eremita teria perdido a família naquela região,  e transtornado mentalmente, ali resolveu ficar.





Na placa à esquerda deve estar uma parte da estória do eremita.
Quando o aventureiro se aproximou do "altar" ali montado, levou nova "bronca" , que não permitiu uma aproximação maior.
O interessante é que está tudo muito bem conservado e pintado, como se pode ver pelas fotos seguintes, que demonstra o extremo carinho do eremita pelo local onde vive.





Ao final, o aventureiro consegue se compor com o eremita, do qual não conseguiu sequer arrancar o nome, mas que educadamente concordou em segurar a bike do aventureiro enquanto ele fotografava o mausoléu (foto à esquerda e abaixo).







Werner brinca que a coisa está ficando "très chic", a ponto de sua posada ter direito a placa na estrada indicando sua localização (foto à esquerda).
E aqui, na foto acima, a Posada Rosário, onde o aventureiro pernoitará esta noite.





Dentro do restaurante da Posada Rosário, mais uma referência ao Rally Dakar, que o aventureiro aponta na foto abaixo.

O aventureiro brinca com este correspondente, "seus conterrâneos (gaúchos) passaram por este local em 2007, báh tchê" e fotografa a marca da expedição de Santa Rosa (RS) que passou pelo local. (foto acima).


Werner mostra o "banheiro" improvisado onde foi obrigado a dormir nas aventuras de 2010 e 2012 e diz que o Dakar 2012 "está perdendo a graça", pois agora ele dispôs até de quarto e cama.
Mas na verdade ele reclama das instalações, que apesar do alto preço (10 mil pesos, mais de 20 dólares), sem café da manhã ou janta, não oferece sequer um banho.
O chuveiro da casa, pertencente aos proprietários, não é colocado à disposição dos "hóspedes". Na verdade, o local é um "quebra-galho"
Werner nos conta que no frio, na travessia da Cordilheira, dá para aguentar bem sem tomar banho, mas que no deserto, após dois dias, depois de pedalar feito um doido, o suor "cola" na cama, na hora de dormir.
É, vida de aventureiro não é fácil...


As "luxuosas" instalações do quarto do aventureiro, com a bike à direita da foto.

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