quarta-feira, 5 de setembro de 2012

DIA 27/08 - DE FIAMBALÁ AO REFÚGIO Nº 2

72 quilômetros percorridos neste dia 27 de agosto, o primeiro da travessia dos andes. A média horária desenvolvida foi 10,1 km/h.


A estratégia do aventureiro para atravessar a Cordilheira pelo Paso de San Francisco é ir pernoitanto nos "refúgios" que o governo argentino disponibiliza para os viajantes, alguns pagos outro não.
Dado o pouco espaço disponível para carregar comida na bike, o aventureiro combinou com seu amigo Jonson, de Fiambalá, que os primeiros turistas que resolvessem se aventurar pelos lados em que se encontra o Werner, levariam sua tradicional alimentação de viagem: salames,  ovos,  pão,  refrigerante e água, para a gruta. Uma excursão de turistas espanhóis seria a primeira, com data marcada, para o dia 30 de agosto. Caso aparecesse outra forma de enviar os alimentos, jonson assim o faria e foi o que aconteceu, - trabalhadores da estatal argentina que cuida das rodovias, subiram no dia 29 e levaram os mantimentos.



Sérios problemas de internet têm dificultado a comunicação com o aventureiro, sendo realizada única e exclusivamente por emails. Então, se a internet está fraca ou não funciona, ficamos sem contato e em consequência, sem notícias. Isso tem gerado desgaste e insatisfação tanto para o Werner quanto para este escriba, mas certamente conseguiremos dar um jeito nisso. O mais complicado que é pedalar na difíceis condições da rota do Rally Dakar, o aventureiro vem conseguindo.
Mais um adesivo da Dakar 2012 (ao lado, à esquerda), desta feita na pick up ao lado da qual o aventureiro posa agachado (foto abaixo).





Ainda em Fiambalá, a placa indica
a distância até o primeiro objetivo do aventureiro, Las Grutas a 177 (foto ao lado).
Restaurante e venda de vinhos artesanais, que o aventureiro resolveu documentar pela sua originalidade (infelizmente na viagem, devido ao esforço físico exigido, Werner não se permite nem provar o excelente vinho argentino).



Na Ruta 60, rumo a Las Grutas (foto abaixo)


Na placa de estrada, a marcação da altitude do local: 1.511 metros acima do nível do mar.





O cemitério à beira da estrada
surpreende o aventureiro, que
 resolve clicá-lo. Não há nenhum cerca que o separe da estada, da qual dista  menos de 20 metros Foto acima e ao lado).









Completas informações sobre rotas turísticas e de negócios na aridez da Cordilheira (à esquerda e abaixo).

O aventureiro se assuta com o barulho que parece uma tempestade se aproximando e que não levanta poeira: nada de fantasmagórico. O ruído vem de um canal de água, provavelmente oriundo do degelo bdas montanhas (foto abaixo)



A moradora da região e seus dois burricos mereceram a atenção do aventureiro, que os fotografou. Observem a aridez do solo logo atrás.

As paisagens magníficas se sucedem e o aventureiro Werner Hennig as fotografa... (abaixo).

 Por incrível que pareça, a região inóspita tem numerosos habitantes. Veja as casas nas duas fotos seguintes.

Aproximando-se do Refúgio número 1.
Para chegar até o local dessa placa, o aventureiro pedalou 52 km, sempre em subida, numa média de 9,1 km/h. A partir desse local, coisa raríssima de ser ver na Cordilheira, o vento mudou de direção e passou a soprar a favor, de modo que sua velocidade média nos últimos 20 quilômetros, subiu para 10,1 km/h.

E aqui o aventureiro chega ao Refúgio número 1, denominado pelos argentinos de Galinha Morta (Gallina Muerta). Isso é porque eles não subiram até aí pedalando, né Werner?


Agora chegando ao Refúgio 2, local do pernoite desta primeira etapa da travessia da Cordilheira.
 Notem na foto acima, no teto da casa, a antena de um rádio transmissor, usada para emergências dos viajentes. Já imaginaram se fosse  assim aqui no Brasil?




Já acomodado, o aventureiro desfruta do calor amigo de uma lareira no Refúgio número 2. Esses refúgios, que são 6 no total da travessia Fiambalá até o Chilhe, são do governo argentino que mantém uma equipe que passa periodicamente por elas, para fazer a manutencao e pequenos consertos, além de abastecê-las com lenha. Parece o Brasil, né pessoal?


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