quarta-feira, 5 de setembro de 2012

DIA 29/08/12 - DE REFÚGIO 4 À GRUTA



Deu a louca no GPS do aventureiro. Ele não comentou nada a respeito, mas talvez a altitude ou a baixa temperatura tenham ocasionado o problema.

Ao acordar, de manhã cedo, esse foi o visual fantástico com que o aventureiro se deparou. O refúgio e ao fundo as majestosas montanhas da Cordilheira (foto acima).

Werner, tiritando de frio, posa com os montes rochosos ao fundo.

 O aventureiro (foto acima) informa que não é fricote, não. O frio intenso obriga ao uso da máscara (a neve nas encostas, ao fundo, confirma o fato).


Interessante notar a riqueza da fauna em plena Cordilheira dos Andes. Já mostramos gado bovino, patos selvagens, agora jumentos (burricos) e muitos outros animais ainda virão...(foto abaixo).


Dito e feito: o aventureiro fotografa, de longe, duas vicunhas, que pastam calmamente, indiferente à presença humana. 


Para quem não conhece esses interessantes animais, fornecemos abaixo algumas informações tiradas da Wikipédia:
 Vicunha

A vicunha (Vicugna vicugna) é o animal que possui o menor tamanho entre os camelídeos andinos, chegando, no máximo, a 1,30 metros de altura e podendo pesar até 40 kg. Sua pelagem é muito fina e tem alto valor comercial; por esse motivo, a vicunha esteve à beira da extinção por causa dos caçadores ilegais. A população de vicunhas, que chegou a ter apenas 25 000 exemplares, chega atualmente quase a 170 000 (aproximadamente 100 000 vivem no Peru) e o número vem crescendo em média 8% por ano. Habita de 3 000 a 4 600 metros acima do nível do mar, no elevado platô andino na região central e sul do Peru, oeste da Bolívia, norte do Chile e noroeste da Argentina, especificamente na puna, uma estepe elevada, desértica e desprovida de árvores, localizada acima da zona de lavouras cultivadas.

Características

A vicunha está bem adaptada à vida nesse ambiente inóspito. Sua pelagem é constituída da lã da melhor qualidade que se conhece, a qual é valorizada e utilizada pelo homem desde a era pré-colombiana. Esta lã a protege do extremo frio e dos fortes ventos da puna e serve como um acolchoado para o corpo quando descansa no chão. Em comparação com os camelos do velho mundo, a vicunha possui cascos mais profundamente bipartidos, permitindo que caminhe e corra com mais aptidão em encostas rochosas, penhascos e pedras soltas, comuns na puna (Koford, 1957). Outra importante adaptação são os dentes semelhantes aos de roedores, os quais crescem continuamente e permitem que a vicunha se alimente de pequenos arbustos herbáceos e gramíneas perenes rentes ao solo. A vicunha é o único ungulado que possui incisivos de raiz aberta e crescimento contínuo. A vicunha é um dos quatro representantes vivos da família dos camelos encontrados na América do Sul, sendo os outros três o guanaco (Lama guanicoe), a lhama (Lama glama) e a alpaca (Vicugna pacos). A vicunha e o guanaco são espécies selvagens, enquanto a lhama e a alpaca são domesticadas.




Agora, sobre a flora andina: em cima de pedras, numa região onde não chove nunca, com neve o ano inteiro, a plantinha teima em sobreviver. O aventureiro a fotografa em dois momentos - na foto acima, solitária, e na abaixo, junto à bike para dar uma noção de seu tamanho.

 





 O aventureiro se confessa um apaixonado pelas paisagens andinas. E não é para menos: vejam as próximas fotos e confirmem se concordam ou não.




A placa emocionou o aventureiro:  procurou, procurou pelas "peladas" prometidas pela placa e nada...Propaganda enganosa em plena Cordilheira dos Andes (foto à esquerda).

Chegando ao Refúgio número 5.
A placa indica 2 km até o
local (foto abaixo, à direita).
 




O aventureiro nos informa que em todas as cabanas onde pernoitou, existem transmissores de rádio para pedido de socorro em casos de urgência (vejam a antena junto à chaminé, ao lado direito da cabana. Em muitos aspectos, a Argentimna está a anos  luz de nós (foto abaixo).
O aventureiro não pernoitará neste refúgio, pois já está bem perto da Gruta.
Ele avisa aos interessados em seguir este roteiro: são 5 refúgios no total no percurso, mais a Gruta onde ele pernoitará em seguida..
Tremendo de frio, Werner posa junto ao gelo no chão, logo na saída do refúgio (foto acima).

 A bike junto a placa que indica a proximidade da Gruta (2 km), local de pernoite do dia 29/08.
Mais informações turísticas para os aventureiro que acorrem à região (foto abaixo).


Chegando à aduana chilena - à 4.000 metros de altitude, como comprova a placa nas fotos acima.






O adesivo do Dakar 2012, que o Werner sempre fotografa, pela ligação com sua aventura, aparece num vidro da Aduana Chilena (fotos à direita e abaixo).


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