sexta-feira, 5 de outubro de 2012

01/10 - DE TACNA A MOQUEGUA


"Muito duro este dia, mas muito duro mesmo!", diz o aventureiro Werner Hennig e explica: o Peru está duas horas atrasado em relação ao horário do Brasil. Ele colocou o despertador, um Nokia com chip da Moviestar, para despertar às 6 horas da manhã (hora do Brasil e também do Chile). Ao acordar, foi olhar no relógio de pulso e surpreso viu que ele marcava 07:20 h e foi então que se deu conta que o celular havia se ajustado à noite com o horário do Peru. Dessa forma, já saiu com uma hora e 20 minutos de atraso e ainda teve um pneu furado, o que lhe custou mais 20 minutos de atraso.
Em função disso e muitas subidas no trajeto, não conseguiu chegar em Moquegua, tendo que pegar uma carona para não dormir na estrada.
O aventureiro acelerou o que dava, mas com uma média de 13 km/h, se não tivesse perdido aquelas duas horas do atraso, poderia ter chegado por forças próprias à Moquegua.
Como diz Werner, ele ainda tem uns 2 parafusos funcionando e não iria arriscar a vida apenas para dizer que conseguiu chegar a Moquegua. 
É isso aí Werner - aventura, mas com juízo.





A primeira foto do dia mostra algo que o aventureiro não imaginaria poder ver: chuva no deserto.
À noite, ouviu um barulho estranho, que parecia água caindo. Ao amanhecer, indo para a estrada, viu que realmente não era sonho - a poça d'água no chão  em Tacna, ao lado da bike, é prova do que afirma (foto à esquerda).









 Os exóticos e coloridos táxis de Tacna, na foto abaixo.


 O aventureiro continua a admirar a veia artística dos peruanos, como mostra a belíssima escultura na foto acima.




 Na Ruta Panamericana, que levará o aventureiro a Moquegua. (foto à direita).
Não é para desanimar, mas Lima, destino final do aventureiro, ainda está a 1.290 km.
 Para mostrar que realmente está em área desértica, o aventureiro documentou o morro da Força Aérea Peruana, onde aparecem pequenas plantas , típicas dos desertos.





 Werner fez questão de documentar o primeiro pneu furado no Perú (à esquerda).

Em alguns vales, que irrigados por pequenos riachos aparecem no trajeto desértico percorrido pelo aventureiro, a vida floresce, como mostra a foto das plantações e gado às margens da Rodovia Panamericana.




A vida teima em aparecer no asfalto, como se pode ver pelo musgo que teimosamente se infiltra pelas frestas abertas no chão. A roda da bike do aventureiro mostra o tamanho real da pequena planta.
O aventureiro até achou que estava numa área de transição, com o término da região desértica, ao ver as duas plantinhas surgindo no terreno arenoso (foto abaixo).
Mas que nada, o deserto ainda o acompanhará por um longo trajeto.


















Moquegua a 73 km de distância  Na casinhola atrás da placa, o aventureiro faria seu almoço (acima à esquerda).


 Ao pedir "galletas e gasosa" à proprietária do quiosque, foi repreendido pela mesma, que lhe aconselhou a tomar um iogurte, "pois ele, como ciclista, precisava de alimento, não de "gasosa"" (refrigerante). Realmente a senhora estava coberta de razão e o aventureiro aderiu ao iogurte (foto acima).
Outro fato interessante nesse mesmo quiosque, modestíssimo e de pouquíssimas opções de alimentos, foi a variedade de jornais ali disponíveis: eram quatro diferentes jornais pendurados. 

 Outro vale verde em função do pequeno riacho que o irriga, na foto acima.


Final de jornada na carona de um caminhão, com a bike adequadamente protegida na carroceria.
Werner nos conta que pela primeira vez desde que iniciou esta aventura do Meu Dakar 2012, ao perguntar, por educação, quanto devia pela carona, ouviu do motorista, surpreso  que ele iria mesmo cobrá-lo pela carona - 10 soles (esse valor é mais ou menos 10% menor que o equivalente em moeda brasileira).O aventureiro não reclama e pagou com bom gosto porque se não tivesse recebido a carona, estaria perdido, chegando à noite e correndo todos os riscos de uma pedalada noturna.

 Os contrastes do deserto (na foto acima) e os campos de milho irrigados por pequenos riachos das fotos abaixo.




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