quarta-feira, 10 de outubro de 2012

05/10 - DE AREQUIPA A CAMANA



Resumo da jornada: Tempo de bike: 11h 37m 32s ; Tempo total de relógio:  13h 02m 02s; velocidade média:15,3 km/h; velocidade máxima: 56,3 km/h; distância total percorrida:  178,00 km

O aventureiro Werner Hennig reclama dos peruanos, pois cada vez que pergunta em que estrada ele se encontra, a informação é a mesma: rodovia Pan-americana. Ou os caras não entendem nada de estradas ou só existe essa rodovia no Peru.Por outro lado, nas rodovias peruanas não se costuma colocar aqueles cartazes que aparecem nas argentinas e chilenas.
Então, para ajudar o aventureiro, transcrevo abaixo algumas informações extraídas da Wikipédia, sobre a rodovia Pan-Americana:

"A Rodovia Pan-americana é uma rede de estradas que se estende de norte a sul no continente americano totalizando cerca de 48000 km (o equivalente de mais ou menos vinte e nove mil milhas). Exceto a uma pequena brecha ou lacuna de 87 km numa zona de matas tropicais na fronteira entre a Colômbia e o Panamá, alternativamente podendo-se circuncidar esse trecho terrestre por via marítima, a rodovia conecta vários dos territórios das nações continentais americanas em um sistema de transporte automobilístico terrestre de dimensões verdadeiramente continentais.
Em algumas trechos, por exemplo, em Máncora, no Peru, a Rodovia Pan-americana funciona como estrada principal da localidade. Já no Canadá e nos Estados Unidos não existe uma designação oficial no sistema rodoviário que identifique a Rodovia Pan-americana como tal. Quase completa em sua construção, ela se estende desde a cidade de Fairbanks, no estado do Alasca, Estados Unidos, à localidade de Quellón, no Chile, América do Sul.
A Rodovia Pan-americana ultrapassa várias regiões climáticas distintas e diversos tipos de terrenos e de sistemas ecológicos, como desertos, florestas tropicais, montanhas frias, etc. Ao passar por tantos países distintos, logicamente, esta rodovia não apresenta uniformidade, muito ao contrário. Certos trechos da rodovia somente são passáveis durante períodos de seca, já outros segmentos são deveras perigosos em qualquer estação do ano.
Jake Silverstein escreveu em 2006 uma descrição da Rodovia Pan-americana dizendo que ela é "... um sistema tão vasto, tão incompleto, e tão incompreensível que ela nem é tanto uma estrada mas mais um conceito assim como o é a própria ideia do Pan-Americano".





O aventureiro nos conta que ontem esteve numa central de informações turísticas para descobrir onde se encontrava o local do acampamento do Dakar 2012, descobrindo que Camana situava-se a 174 km de Arequipa. Para quem já pedalou alguma vez na vida, dá para calcular o que significa vencer 174 km numa bike, num só dia. Foi o maior trajeto já cumprido nesta aventura Meu Dakar 2012
Segundo Werner, o dia foi angustiante porque apesar de haver um fator a favor - Arequipa está situado a 2500 metros acima do nível do mar e Camana está a 0, portanto, no nível do mar. Em 174 km isto é um fator altamente favorável, pressupondo longa descida no trajeto. Todavia, logo de início o aventureiro pegou um vento contrário que se estendeu praticamente por toda a jornada. Novamente, quem já pedalou esportivamente alguma vez, conhece o problema do vento frontal. A velocidade da bike cai, mesmo nas descidas, pela resistência oferecida pelo ar.Além disso, as inúmeras elevações também exigiam um esforço extra do aventureiro.
Werner nos conta que, até às 6 horas da tarde estava ainda a 130 km de distância de seu destino nesta jornada.Por outro lado, sabia também que estava numa grande altitude, pelo número de nuvens que o circundava. A coisa foi ficando angustiante, porque as subidas eram intermináveis.Por outro lado sabia que ainda teria uma grande descida pela frente, até o nível do mar, em Camana. E as subidas e descidas continuavam. As subidas eram intermináveis e o relógio não parava, enquanto o aventureiro pedalava a 7 ou 8 km/h. O anoitecer se aproximava e Werner sabia que até às 19:30 h podia pedalar com segurança  Até às 20 horas já era perigoso.Ele olhava os morros e à frente sempre tinha um novo morro.
No km 149, já eram quase 18:30h da tarde quando o aventureiro viu uma pequena casa do lado esquerdo da estrada. Ali três cidadãos o informaram que dali para frente era tudo "baixada". Foi um alívio.
Realmente a baixada foi muito forte e o aventureiro conseguiu terminar sua jornada de hoje ainda com luz do dia.  


Para provar aos  que acompanham o blog Meu Dakar 2012 que realmente acorda muito cedo, o aventureiro fotografa o Hostal Mauricio às 5 da manhã (horário do Brasil)., hora da saída de Arequipa. O Hostal não tem placas porque o proprietário tira às placas à noite e as recoloca durante o dia...


Poucos quilômetros adiante, o dia já clareava e o aventureiro fotograva o outdoor na saída de Arequipa, com uma grande verdade que ninguém diz: "as moças se vestem para outras moças, não para eles."
Trabalhadores de Arequipa tomam a primeira refeição, por volta das 5:30 h da manhã, horário peruano.É um restaurante ao ar livre, enorme.

Os pilotos do Rally Dakar fizeram seu acampamento em Uchumayo,  há cerca de 15 quilômetros de Arequipa, muito embora nos prospectos se fale em Arequipa, apenas como referência.
O aventureiro foi até a localidade, mas apesar de todos seus esforços, não conseguiu localizar o local exato do acampamento.Encontrou apenas uma pista de motocross e suspeita que ali aconteceu o acampamento. Como não tinha certeza, não fotografou.
Em pleno deserto, a planície pontilhada por modestas construções, que por incrível que pareça, são para moradia definitivas (foto acima).
Numa localidade seguinte, como diz o aventureiro, "um loteamento num barranco" (foto abaixo).

O extenso túnel esculpido na rocha impressiona o aventureiro, que o fotografa incontinenti (foto acima).





Há vida no deserto, por incrível que pareça. Werner fotografa a pequena lagartixa que sobrevive sabe lá como na terra árida.



O segundo pneu furado no Peru, sem dúvida uma excelente média, considerando a jornada do Chile e Argentina (foto à esquerda, acima).



O Peru também tem belas montanhas desérticas, como comprova a foto acima.

Na entrada de  Camana, onde chegou ainda com luz natural, mas já não mais apreensivo, Werner tira a última foto do dia - estes são os triciclos "metidos à táxi", como ele diz, fechados com lonas multicolores.





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