quarta-feira, 17 de outubro de 2012

13/10 - DE CHINCHA A MALA


RESUMO DA JORNADA:  tempo de bike: 8 h O8 m 53 s; tempo total de relógio: 1O h 23 m O4 s; velocidade média: 14,O km/h; velocidade máxima: 59,3 km/h; distância total: 114,11 km. 
Mais uma pedalada sem grandes novidades, sempre pela Rodovia Pan-americana.


Na saída de Chincha, o aventureiro encontra inúmeras barracas que comercializam bebidas alcoólicas, principalmente "pisco".
Notem os chapeuzinhos de peruanos cobrindo a rolha.
O aventureiro fotografou duas, mas são várias as barracas na Panamericana. (fotos abaixo).







 Finalmente uma explicação plausível para as centenas de cabanas muito modestas que o aventureiro vem encontrando em sua jornada pelo Peru. Um policial o esclareceu a respeito: as pessoas constroem esses casebres  em áreas públicas mas não moram nos mesmos. Eles servem apenas para que essas pessoas mais tarde entrem em juízo pedindo o usucapião das terras.
 Mais uma tentativa de foto artística "cometida" pelo aventureiro/fotógrafo Werner Hennig.





O aventureiro se aproxima de Lima: faltam 187 km.
Para o destino de hoje, Mala, são apenas 102 km.
A igreja evangélica segue o padrão das casas da região: é toda de vime como se pode ver pela foto abaixo.

Na estrada, o aventureiro começou a se preocupar com o tempo. Em la Planchada, um senhor que lhe pareceu bastante esclarecido, disse que ele iria encontrar tempo nublado frequentemente em Lima. Aí veio a preocupação - ainda faltam 187 km para chegar a Lima - essa neblina (foto acima) vai durar até lá?
Um policial que se encontrava numa guarita próxima porém tranquilizou o aventureiro. Assegurou-lhe que só naquele local, muito próximo do mar, a neblina incomodaria. Certamente após 3 km ela sumiria. Dito e feito. Exatamente 3 km depois, o sol voltou a brilhar.
Os seguidores do blog conseguem distinguir a bike do Werner no meio da neblina na foto acima?


 Ao ver as duas torres, o aventureiro imaginou ter encontrado um monumento. Ao se aproximar, descobriu tratar-se de um cemitério (foto abaixo).


 A luta entre o deserto e o verde: quem vencerá é a pergunta que fica.(foto abaixo)
A Fruteira "El Colorado" (foto acima)(lembrou-me meu time de Porto Alegre, o Internacional, conhecido mais popularmente por "Colorado"), oferece serviços 24 horas. O aventureiro comenta que em cidade grandes de Santa catarina dificilmente irá se encontrar esse tipo de serviços, a não ser eventualmente em postos de combustíveis .Werner aplaude a eficiência do comércio peruano.
As casas peruanas mais humildes, costumam proteger suas paredes laterais do forte vento do deserto com o material que estiver disponível na região. A da foto acima usou sacos de açúcar da brasileira Copersucar, que o aventureiro orgulhosamente aponta..

 O aventureiro se irrita com a discriminação na auto-pista em que trafega desde Chincha. Na Argentina e Chile as placas proíbem, alem das bikes, pedestres, carroças, etc. As do Peru apenas não permitem bikes, embora ninguém respeite a proibição, inclusive o aventureiro.




Werner fotografa, como ele diz, a "prova do crime": três bikes estacionadas, provavelmente pertencentes a trabalhadores locais, que, ao voltarem para casa certamente se utilizarão da  auto-pista onde é proibido o trânsito de bicicletas...(foto à direita).





Este provavelmente será o penúltimo almoço do aventureiro neste MEU DAKAR 2012 - frugal, como sempre - uma sopinha com pão.


Mais um candidato a presidente que promete "Fome Zero" (Ambre Cero", em espanhol), desta feita no Peru (foto acima).



Lima se aproxima - agora são 132 km que restam. (foto acima)

 

Como em outros postos policiais o aventureiro  sempre recebeu abanos de saudação, ele fez toda uma "cena" para fotografar o posto que se avizinhava. Quando passou na sua frente, para sua decepçãoo posto estava fechado...



O aventureiro resmunga (com razão) dos fios de eletricidade que lhe frustaram inúmeras tentativas de fotos mais artísticas. Na foto acima, a propaganda da Rides, "a alma do Brasil" segundo a propaganda aparece totalmente poluída por cabos aéreos.









O aventureiro deixa a Panamericana e depois de um quilômetro pela Ruta S 86, chega a Mala, seu destino desta jornada.





Jantando em Mala, o aventureiro foi obrigado a usar um agasalho mais pesado, porque o frio é intenso à noite.




Vejam o curioso local onde o dono do hotel onde o aventureiro se hospedou em Mala, achou para colocar o luminoso de propaganda.
Não menos curiosa é a recepção do mesmo hotel: com grades e vidros separando-a dos hóspedes. Na foto abaixo, a recepcionista entrega a chave do quarto a Werner, que aprece no reflexo do vidro fazendo a foto.











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