quinta-feira, 18 de outubro de 2012

14/10 - DE MALA A LIMA

RESUMO DA JORNADA: TEMPO DE BIKE: 8 h  28 m  21 s; TEMPO TOTAL DE RELÓGIO: 1O h 38 m  15 s; VELOCIDADE MÉDIA: 12,O km/h; VELOCIDADE MÁXIMA: 48,6 km/h; DISTÂNCIA TOTAL: 1O2,46 km 



 A jornada começou preocupante - no centro de Mala (a cidade é muito pequena, não mais que 2.000 habitantes), o aventureiro Werner Hennig fotografa a rua por onde pedalava, coberta de água.
Ao sair do hotel, a recepcionista fez a previsão do tempo, informando que chovera forte a noite inteira. O aventureiro não percebeu nada, primeiro porque estava acomodado nos últimos quartos do hotel e em segundo pelo sono profundo depois da pedalada de ontem (13/10).
Para consolo de Werner, a recepcionista o informou que a tendência era o tempo melhorar. Previsão nada científica, mas que serviu de alento para o aventureiro, que já estava temeroso de ter que encerrar sua aventura MEU DAKAR 2012 de carona em algum caminhão.



Na rodovia de acesso, entre Mala e a  rodovia Pan-americana, o aventureiro encontra os  habitantes locais cozinhando o Tamal (foto à direita e abaixo).
tamal ou tamale é um prato tradicional da culinária mesoamericana, feito de masa, uma massa normalmente feita à base de milho, que pode ser cozida a vapor, ou então fervida num invólucro, que pode ser feito de folhas de milho, de mandioca, de bananeira, de abacate e até de papel alumínio ou plástico, e que é retirado antes de ser consumido.
Os tamales podem conter carnes, queijos, frutas, legumes, pimentas ou qualquer outra preparação consoante o gosto pretendido (doce ou salgado), e que pode ser sazonal.

Há registo do consumo de tamales pelos Maias, que eram consumidos em eventos festivos no Período Pré-clássico (1200-250 a.C.).
Os tamales têm origem na Mesoamérica entre 8000 e 5000 a.C.. As civilizações maia e asteca utilizavam-nos como uma comida portátil, para alimentar os seus exércitos, sendo também utilizado pelos caçadores e viajantes, pelo que o consumo de tamales no Império Inca é muito anterior à vinda do Império Espanhol ao Novo Mundo (informações colhidas na Wikipédia).



 A bike do aventureiro é garantia de que a foto não foi comprada. Ele estava realmente no local (foto à direita)


Já na Rodovia Pan-americana, muito cedo ainda (por volta de 6 horas pelo horário do Peru), o tacho cozinha o tamal num restaurante, já preparando o almoço (fotos à esquerda e abaixo)


 Os galpões das fotos acima e abaixo são muito comuns no Peru, a ponto do aventureiro pensar que o país andino deve ser um grande produtor de aves.Essas espécies de fazendas aparecem ao longo de toda a rodovia pela qual ele se encaminha a Lima. O tempo nublado prejudicou um pouco a nitidez das fotos.

 Durante todo esta aventura MEU DAKAR 2012, o aventureiro tem enviado fotos desses cata-ventos (papa-vento em espanhol) para este correspondente, que sistematicamente não as tem publicado pela falta de interesse jornalístico. Como esta é a última pedalada de Werner, vamos deixar o rapaz satisfeito, publicando a foto que ele nos remeteu...(à direita).


 No Posto de pedágio na rodovia Pan-americana, as primeiras placas de propaganda do governo para o turismo da cidade de Lima (foto acima).




 A contradição na legislação de trânsito na Rodovia Pan- americana - numerosas placas proíbem a circulação de bikes pela mesma. Na foto à esquerda porém, no posto de pedágio, a placa esquece a proibição e destina uma faixa apenas para as bikes... O aventureiro flagra o episódio.





 As havaianas brasileiras fazendo sucesso no Peru e o aventureiro patriota, não deixa passar sem registro (foto à direita)
 Nova tentativa (frustrada, do ponto de vista deste correspondente) de tirar uma foto artística da vegetação no caminho de Lima (foto acima).
 Um cemitério moderno é fotografado apenas da parte externa pelo aventureiro, que manifesta sua preferência pelos antigos, que merecem maior atenção de sua parte.

 Faltando apenas 20 km para Lima, um totem religioso é clicado pelo aventureiro.


Já na periferia de Lima, a quase-favela peruana é fotografada pelo aventureiro (acima).




O aventureiro continua pedalando, no final desta aventura, já num bairro próximo ao centro de Lima.













Nos muros, os pedidos de indulto ao ex-presidente Fujimori, preso atualmente em Lima.Segundo lhe contou um dos motoristas que lhe deu carona, isso está sendo um "pepino" para o atual presidente peruano, pois Fujimori tem muitos adeptos, mas muitos desafetos também.













O aventureiro gostou da criatividade e ousadia dos publicitários peruanos na peça de outdoor à esquerda e resolveu documentar o fato.












A previsão do aventureiro era chegar a Lima por volta das 14 h, mas os problemas do trânsito e do desconhecimento da cidade fazem com que o aventureiro só chegue ao centro às 16 h. Aí, para poder se hospedar bem, escolhendo com calma  um hotel decente, com WiFi e outros confortos, Werner resolve fazer uma "boquinha" improvisada, escolhendo o prato da foto acima, comprado na carrocinha de alimentos que aparece na foto abaixo. Melhor que as tradicionais "galletas con gasosa".




Restaurante de rua é assim mesmo: o aventureiro faz da escada sua cadeira para poder ter seu almoço tardio (foto à esquerda).










O aventureiro chama a atenção para o estado de conservação da caminhonete que vende frutas e legumes pelas ruas de Lima - ele diz que tá pior que se Fiat 98...



 A religiosidade do povo peruano já se manifesta na chegada do aventureiro, que vê passar uma procissão católica.




Lima também tem ciclovia, que foi trilhada pelo aventureiro e aprovada com nota dez (foto à esquerda).















 E o aventureiro que pensava que só Antofogasta, no Chile, era a única cidade do mundo a possuir  semáforos para bike...Lima também os possui.




 Amante da arquitetura, o aventureiro Werner Hennig vai apreciando e fotografando os belíssimos prédios históricos do Peru, que abundam em Lima (fotos abaixo).







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