Hoje finalmente o aventureiro conseguiu tempo para fazer a visita ao seus amigos Marcos e Alonso, a quem conheceu em Paso de Jama. Antes de relatar como isso aconteceu, vamos primeiramente explicar o que é o Paso de Jama, conforme aparece na Wikipédia:
O Paso de Jama é uma passagem de montanha através da Cordilheira dos Andes entre Chile e Argentina, a uma altitude de cerca de 4.200 m (13.800 pés). É a fronteira rodoviária norte de passagem entre os dois países. O Paso é alcançado através da Ruta 27 (Chile) e via Estrada Nacional 52 (Argentina) .
A passagem liga a cidade de Jujuy , na Argentina, com San Pedro de Atacama , no Chile. A estrada foi aberta em 6 de dezembro de 1991, e é toda pavimentada desde o ano de 2005. Está aberto todo o ano, embora ocasionalmente fechado pela neve. Ele é usado por tráfego de caminhões entre o norte da Argentina e Paraguai e os portos do norte do Chile.
A estação de fronteira com a Argentina está logo abaixo da passagem no pequeno povoado de Jama. A estação de fronteira com o Chile está em San Pedro de Atacama, a 160 km da passagem.
Pois bem, foi nesta pequena localidade de Jama, em 2011, quando o aventureiro se preparava para atravessar a fronteira, que o Paso fechou em virtude do mau tempo. Como a cidadezinha tem apenas um hotel, com três ou quatro apartamentos apenas, este lotou rapidamente assim que a passagem pelos Andes fechou. Com muito esforço, o aventureiro conseguiu que o dono o alojasse na lavanderia do hotel, onde foi colocado um colchão para que ele pudesse dormir. No segundo dia, algumas pessoas desistiram de esperar e atravessar os Andes e dessa forma o aventureiro conseguiu um apartamento, com 3 camas. Nesse dia apareceu o Marcos, Alonso, a esposa de Marcos e Pépi (tio da esposa de Marcos) .O aventureiro então, gentilmente cedeu duas das 3 camas que seu apartamento tinha para o casal. Marcos e Alonso então foram para a lavanderia. E dessa forma eles passaram 4 dias em Paso de Jama, sem ter quase nada para fazer e nem lembraram de sequer tirar uma foto.
Finalmente o Paso abriu e todos trataram de rapidamente atravessar a fronteira, antes que a passagem fechasse novamente.
Hoje, antes que se esquecessem mais uma vez, trataram de tirar uma foto, para depois bater um longo papo e relembrar os dias de aventuras passadas.
Marcos, o ciclista aventureiro e Alonso, da esquerda para a direita.
O trajeto foi quase uma viagem, levando uma hora e 29 minutos só de pedalada, fora o tempo que perdeu pedindo informações. Era para ter chegado para o almoço, às 13,30 horas, mas foi chegar após às 15 horas.
Pela ciclovia, o aventureiro já com a bike aliviada de todos os equipamentos dirigi-se para a casa do amigo.
Ainda no caminho, o aventureiro defronta-se com o "clips" gigante e o fotografa. Na realidade, é uma escultura de Mario Piacenza doado a cidade de Lima em 2004 (foto à esquerda e abaixo).
| As peças sem identificação impressionam o aventureiro que as fotografa (foto acima). |
Na Grande Lima, sub-prefeitura de San Borja, existem seis estruturas para emprestar, sim, emprestar bicicletas, não alugá-las (fotos ao lado, acima e abaixo). Exige-se que a pessoa deixe um documento e em 40 minutos ele deve devolvê-la, num dos 6 postos existentes na região.
São 40 minutos porque se estima que este seja o tempo suficiente para o cidadão se exercitar (este correspondente pedala no mínimo 60 minutos por dia e o aventureiro, 8 ou 9 horas...).De qualquer forma, uma iniciativa maravilhosa deste município.
O aventureiro não se contém e consegue dar umas pedaladas numa das bikes da Municipalidad de San Borja e aplaude a iniciativa fantástica dessa sub-prefeitura de Lima.
Na volta do encontro com os amigos, já quase noite, na Praça de Armas próximo ao hotel, Werner fotografa mais um belo prédio da capital do Peru.
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