sábado, 21 de julho de 2012

DIA 20/07 - SEXTA-FEIRA - EM BAHIA BLANCA

Hoje, nada de pedalar - foi o dia dos consertos. Rompeu-se o cabo da filmadora. Foi uma verdadeira maratona, porque o aventureiro teve que ir ao centro, à pé. Indicarm uma oficina (foto abaixo) a cerca de 15 quadras distante. Lá chegando, foi informado que em virtude dos problemas econômicos que a Argentina atravessa, os produtos brasileiros não estavam chegando até a cidade. Para conseguir o cabo teriam que pedi-lo à Buenos Aires. Ótimo, não é? Porque quando finalmente o cabo chegasse, o aventureiro já estaria a 400 km de distância.




A oficina então recomendou um novo endereço, distante há mais umas dez quadras, em outra direção.
Lá chegando, nova decepção: o proprietário estava de férias. Sacanagem!

O aventureiro sai em busca de informações. Aliás, a esse respeito, depois de tantas andanças pelo mundo inteiro, ele desenvolveu uma teoria interessante a respeito do assunto "como obter melhores informações". É ele que nos conta: "- As características do melhor informante para as minhas necessidades de informações são: homens, de meia idade, razoavelmente bem vestidos. Se estiverem muito, muito bem vestidos, eles não terão muito interesse em ajudar."
Dentro dessa teoria, Werner encontrou uma pessoa ao lado da loja que lhe abriu novas possibilidades sobre onde encontrar a peça para a filmadora danificada.
No primeiro local indicado, no centro da cidade, numa loja de fotografias grande e moderna, recebeu a indicação de procurar a uma loja da Sony. Nesta última foi aconselhado a procurar a loja da JVC. Meus amigos, aí Werner descobriu que em Bahia Blanca existia uma loja da JVC, fabricante de sua filmadora. Suprema ironia do destino: a loja da JVC situava-se a poucos metros do hotel em que ele se hospedava. Assim depois de  4  horas de caminhadas, passado do meio dia, ele conseguiu deixar a filmadora na autorizada da JVC.
Às 17 horas da tarde, suprema alegria: a filmadora estava consertada, embora a um custo um pouco elevado (novamente culpa da política do governo argentino de proibir as importações): 390 pesos.
O aventureiro promete em breve fazer as conversões de todas as suas despesas para a moeda brasileira, de modo que se tenha uma visão do câmbio na Argentina.




A brasileira Mormaii aparece em propagandas em duas diferentes lojas de Bahia Blanca.



Só de brincadeira, o aventureiro Werner traçou-nos um mapa do seu percurso por entre as lojas de Bahia Blanca (foto abaixo).

DIA 19/07 - 90 KM PARA BAHIA BLANCA

O dia 19 de julho, começa na verdade no dia 18. Nesse último dia, reminiscências de outras aventuras vêm à cabeça do aventureiro Werner Hennig.
à noite, cansaço era tanto que, após as compras no supermercado (comida frugal: 200 g de presunto, algumas frutas e um solitário pimentão), o aventureiro desistiu de jantar. Comeu o presunto que poderia estragar e o pimentão e deitou-se para tentar dormir.
Foi apenas uma tentativa. A dor de dente voltou a atacar. O antibiótico recomendado pela dentista argentina aparentemente, ou não funcionara ou estava perdendo a batalha para os virus invasores. Assim entre breves cochilos e longas sessões de Tv pela madrugada, o aventureiro levantou-se na manhã seguinte (19/07).
O esforço físico do dia anterior iria continuar nesta data também. A torcida era para que não se repetisse o vento contra durante o percurso.


Às 9:00h, rumo a Bahia Blanca, 90 km à frente, pela Ruta 3, que liga as três cidades da placa. A moça  levando o cahorro ao passeio, ofereceu-se para "sacar las fotos", mas o aventureiro gentilmente recusou. Muita pressa para iniciar a jornada de hoje. São quase 100 km pela frente.


E o vento continua, agora lateral, mas sempre muito violento. São perto das 12:00 horas.



Final da tarde, cerca de 15 km de Bahia Blanca, a excentricidade do Gauchito Gil (foto acima).
Conta-nos o aventureiro que encontrou um desses locais com um senhor, com a esposa,  sentado à mesa, com cesta de pic-nic e com jeito de que passaria o dia ali naquele local. Perguntando para o pessoal do hotel do que se trava, nunca obteve respostas concretas: uns dizem ser um santo local, outros um combatente. A maior parte informa ser um personagem campeiro argentino.
Segundo a Wikipédia, o Gauchito Gil "é uma figura religiosa, objeto de devoção popular na Argentina. Seu fundamento histórico está na figura do gaúcho Antonio Mamerto Gil Núñez, de quem pouco se sabe com certeza. Não está compreendido dentro da liturgia católica.
Nasceu em Pay Ubre, perto de Mercedes, na  provincia de Corrientes, perto de 1840  e foi assassinado em 8 de janeiro de 1878 a cerca de 8 km de Mercedes.
Existem várias (no mínimo três) versões desta lenda. Vejam, em espanhol, a mais difundida:

Antonio Gil fue un gaucho trabajador rural, adorador de "San La Muerte" que tuvo un romance con una viuda adinerada. Esto le hizo ganar el odio de los hermanos de la viuda y del jefe de la policía local, quien había cortejado a esa misma mujer. Dado el peligro, Gil dejó el área y se alistó para pelear en la Guerra de la Triple Alianza (1864-1870) contra Paraguay. Luego de regresar, fue reclutado por el Partido Autonomista para pelear en la guerra civil correntina contra el opositor Partido Liberal, pero desertó. Dado que la deserción era delito, fue capturado, colgado de su pie en un árbol de espinillo, y muerto por un corte en la garganta. Gil le dijo a su verdugo que debería rezar en nombre de Gil por la vida de su hijo, quien estaba muy enfermo; el verdugo así lo hizo y su hijo sanó milagrosamente. Él le dio al cuerpo de Gil un entierro apropiado, y las personas que se enteraron del milagro construyeron un santuario, que creció hasta hoy.                                    
Se toma la tradición de envolver con banderas rojas o pintar de rojo los santuarios de veneración al Gauchito Gil, dado a que es el color que caracteriza al Partido Autonomista en la Provincia de Corrientes
 Argentina - Corrientes, Mercedes: Santuario Gauchito Gil

 Pode-se ver imagens de Gauchito por toda Argentina, acompanhadas de velas, lenços e bandeiras vermelhas, existindo também um santuário para homenagear a lenda, em Corrientes, Mercedes. 

  


A cidade de Grübein provavelmente é prova da colonização alemã também na Argentina. O aventureiro se aproxima de Bahia Blanca.

Chegando a Bahia Blanca pela ciclovia.


90 km depois, finalmente Bahia Blanca, ao entardecer

Hoje, dia 19 de julho, marcou o primeiro pneu furado da bike do aventureiro.

Resumo da jornada de hoje, Coronel Dorrego/Bahia Blanca: Tempo de relógio: 8 horas de viagem. Tempo de bike (pedalando) 58minutos e 26 segundos.- praticamente sem paradas. Velocidade máxima: 25km/h; velocidade média 12,3 km/h; batimento cardíaco médio: 95 - máximo 124 e mínimo 70.