quarta-feira, 15 de agosto de 2012

10/08 - POTRERILLOS / USPALLATA




RESUMO DO DIA: Tempo de bike: 5h 05m 38s; Tempo de relógio: 6h 17m 32s;   média horária: 11,3 km/h; Velocidade máxima: 48,6km/h; Batimento cardíaco médio:  92 Máximo: 126 Mínimo: 62; Distância total percorrida: 57,61km


Segundo relato do aventureiro, o dia de hoje foi muito parecido com o anterior. Seguiu pela mesma estrada Ruta 40) e em condições muito semelhantes.
Uma objeto não identificado é detectado pelo aventureiro no pneu da bike, ainda na cabana, antes de iniciar o trajeto de hoje. Imaginou ser uma das famosas rosetas que não têm lhe dado trégua neste Dakar 2012. Tentou tirá-lo com o dedo mas não conseguiu. Usando uma faca, conseguiu extraí-lo e aí, para surpresa sua, o objeto encravado no pneu mostrava apenas uma pequena cabeça de fora e todo o restante estava entranhado no pneu. Resultado: ao sair, o objeto deixou um enorme buraco no pneu, ocasionando seu rápido esvaziamento. O aventureiro considerou o ocorrido um sinal de sorte, pois se tivesse iniciado a viagem com aquele problema no pneu, no meio da estrada, sem recurso nenhum, a situação ficaria realmente muito séria.
 
Vejam na foto abaixo, onde foi usada uma tampa de caneta como comparativo, o tamanho da tachinha que ocasionou o furo na câmara da bike.

Ainda na cabana onde pernoitou em Potrerillos, Werner Hennig troca a câmara da sua bike. A saga dos pneus furados continua...(foto abaixo)


Na cabana alugada, que pertence a um morador de Potrerillos, Pablo, a quem Werner não conheceu, pois recebeu a chave e efetuou o pagamento de 70 pesos a um funcionário do mesmo, a estante guarda seus objetos, entre os quais máquinas fotográficas e tripé. Foi ali que o aventureiro, conforme combinado, deixou a chave dos aposentos.

Werner lamenta não ter tido oportunidade de trocar experiências com Pablo, que é fotógrafo profissional, como prova a foto abaixo, de sua autoria. Talvez pudesse aprender algo sobre o assunto com ele.

Exótica ponte de estrada de ferro, com placa de advertência sobre sua precariedade: o uso é liberado apenas para veículos leves, como carros e caminhonetes (e naturalmente a bike do aventureiro), sendo a velocidade máxima permitida de 20 km/h


A bike do aventureiro emoldura construções na área semi-desértica ao fundo (foto abaixo).Aparentemente trata-se de uma estação ferroviária abandonada, pois bem próxima a ela situava-se a ponte ferroviária devidamente fotografada e que aparece acima.





A erosão fez caprichosas  marcas na montanha de calcáreo, documentada na foto do aventureiro à esquerda.


 O aventureiro curtiu muito o espírito marketeiro do anunciante de pizzas: será que os viajantes vão lembrar desse anúncio quando estiverem a 90 quilômetros daqui?
Werner calcula ter passado por mais de dez desses pequenos túneis no trecho que atravessa.

Aproximando-se do destino - Uspallata a 26 quilômetros de distância.

 Um pescador solitário e sua bicicleta, a 26 km de Uspallata.

Chegando a Uspallata e recebendo os votos de boas-vindas.

 A placa aparentemente informa os motoristas da Ruta 40 da presença de ciclistas. Não existe porém ciclovia em todo o trecho que acaba de percorrer.
Placa padrão de toda a Argentina, divulgando as rodovias de turismo (abaixo)

 
 Já dentro da cidade, o aventureiro documenta as instalações do Regimento de Infantaria de Montanhas 16 "Caçadores dos Andes", sem ser incomodado pelos soldados.
Os marqueteiros capricham no slogam:  Mendonza - Espírito Grande (foto abaixo).

Na lataria do carro, mais uma menção ao Rallye Dakar,
 devidamente emoldurada pela bike do Werner (abaixo, à direita).



 Enquanto consertava mais uma câmara furada, o aventureiro assiste a um protesto contra a mineiração que contamina a região de Uspallata em praça da cidade (foto acima).