segunda-feira, 27 de agosto de 2012

26/08 - EM FIAMBALÁ - ÚLTIMO DIA ANTES DA TRAVESSIA DOS ANDES

O aventureiro Werner Hennig passa o dia em Fiambalá, preparando-se para parte mais difícil e poderíamos dizer,sem exagero, mais dramática dessa aventura MEU DAKAR 2012.
Como Werner contou em seu último email, ainda na Argentina, não fará contato nos próximos 10 dias (no mínimo), até sua chegada a Copiapó, no Chile. A inexistência de internet na região, (inclusive em Fiambalá é muito precária, a ponto de não conseguir enviar a este correspondente os áudios que normalmente ilustram suas fotos), nos deixará esse período sem notícias do aventureiro, só nos restando aguardar sua próxima manifestação assim que chegar em território chileno. Este "apagão" como ele menciona, deixará o blog inativo nesse período.
Nesta segunda-feira, dia 27/08/2012, ele inicia a travessia da cordilheira dos Andes, devendo atingir os 4.726 metros acima do nível do mar.
Quando este correspondente perguntou ao aventureiro como se daria a travessia, respondeu-me brincando, assim:
"quanto à travessia, acredito que vai ser ótimo - vou contar com uma ambulância, com médico, enfermeiras --ENFERMEIRAS, nutricionistas e duas massagistas, que não podem ter mais que 22 anos, porque com mais idade as mãos podem ficar um pouco ásperas. Vai também ter outro carro com banheira de hidromassagem, para me banhar no final do dia e ser massageado pelas chicas."

Falando sério, em outro email ele revela quão árdua será esta etapa:

" Vou sair amanhã (26/08/2012) de Fiambalá, que está a 1.500 metros acima do nível do mar, e em tres dias devo chegar na gruta que está a 4.000 metros de altitude. Os dois pernoites vou fazer em abrigos do governo. Na gruta vou ficar um dia (dia 29/08), esperando uns espanhóis que vão levar comida que já comprei aqui em Fiambalá.
Meu amigo Jonson não vai poder me acompanhar. Tem outro compromissos, mas tem me auxiliado fazendo um mapa do refugio que tenho que encontrar no lado chileno. Isso está me deixando apreensivo porque se não o encontrar, e estiver muito frio (e certamente estará), posso virar picolé. Depois da gruta, a 4.000 metros, em 20km subo até 4.726 metros, quando chego no Chile. Sem oxigênio, meu caro. Vai ser tudo no "peito", e muita calma para não me lesionar. E isto tudo com vento contra, porque na cordilheira o vento sempre é oeste. Este dia depois da gruta vai ser o mais perigoso. Alí nada pode dar errado, porque depois começo a baixar, quando chego na aduana do Chile onde já vou encontrar pessoas. A outra parada é numa mineradora, e se levar sorte consigo chegar em Copiapó, depois de 8 dias sem banho, porque abaixo de zero graus nao existe maluco que tire a roupa. A temperatura mínima pode chegar aos 20º negativos. A média depois dos 4000 metros deve ser  de -10º. Copiapó está praticamente ao nível do mar."

Só podemos desejar muita sorte ao aventureiro, fazendo uma oração para que Deus o acompanhe nessa etapa tão difícil de sua aventura.

Abaixo colocamos as últimas fotos de Fiambalá, neste domingo, 26 de agosto de 2012.



A agência de Turismo do amigo Jonson "Seguridad Turistica", em Fiambalá (foto acima).



Com Jonson, na agência.





 Adesivo do Dakar 2012 na vitrine da Agência (à direita).
Hostel Campo Base, de propriedade de Jonson Reynoso, onde o aventureiro passou sua última noite na Argentina (à esquerda).

A neta de Jonson experimenta a sensação de andar na bike do aventureiro (acima).



25/08 - DE TINOGASTA A FIAMBALÁ


RESUMO DO TRECHO: Tempo de bike: 3h 10m 26s; tempo total no relógio: 4h 14m 57s; velocidade média: 16,2 km/h (o aventureiro informa que o vento ajudou bastante nesta etapa:); Velocidade Máxima: 28,2 km/h (estradas planas, daí a média alta); Distância total percorrida: 51,68 km; batimento cardíaco médio: 91; máximo: 117; mínimo: 58

 Pela Ruta 60,
Piadinha com o nome do estabelecimento comercial em Tinogasta: "Casa Fede", na foto à esquerda.


No muro do estádio de futebol, "las muchachas" se refrescam à sombra das palmeiras (foto abaixo). A bike do aventureiro observa...



Quarenta e sete km até Fiambala, o próximo destino do aventureiro e última cidade antes da travessia dos Andes (foto acima).


No nome da "finca", a saudade do bairro do mesmo nome em Ituporanga, Santa Cataria.
"Finca" em espanhol, tem vários significados em português: cremos que o mais apropriado seja refúgio, abrigo.








As montanhas rochosa (foto acima), se contrapõem à planície com pouquíssima vegetação (abaixo). É quase um deserto. 

 
 

Nada identifica o exótico monumento religioso na foto à esquerda. O aventureiro resolveu documentá-lo de qualquer forma.

 Serão várias as opções de hospedagem em Fiambalá. Só na foto acima aparecem três alternativas.



O original acesso à Fiambalá, com o aventureiro embaixo. (foto à esquerda).



Ainda no acesso a cidade de Fiambalá, o monumento ao bi-centenário da Revolução de Maio, que consolidou a independência da Argentina.  

 Segundo a Wikipédia,

"A Revolução de Maio foi um movimento social e político ocorrido no início do século XIX que visava a emancipação do vice-reinado do Prata, (parte de cujo território hoje é a Argentina), da Coroa Espanhola.
Todos os acontecimentos da semana de maio partem da discussão do 22 de maio de 1810, quando parte dos expoentes manifestavam a necessidade de proclamar a independência da Espanha e criar uma nova nação livre e independente tanto econômica quanto politicamente. Outro setor mais conservador assinalava com a necessidade de continuar sob o manto espanhol frente às incertezas dos acontecimentos na Europa (Guerras Napoleônicas), em parte também por seus próprios interesses econômicos e de poder. Um último grupo, de caráter eclético, pretendia uma nação também livre e independente, mas sustentava que aquele não era o momento apropriado: deveria se esperar o desenvolvimento dos fatos no velho continente. Esta última posição foi adotada em 25 de maio de 1810: neste dia constituiu-se em Buenos Aires a Primeira Junta, cujos membros repassaram ao vice-rei Baltasar Hidalgo de Cisneros. Uma série de acontecimentos, conhecidos como a Semana de Maio, provocaram essa revolução que culminou em 1816 com a independência da Argentina da Coroa Espanhola.
Com a chegada de uma fragata inglesa a Montevideo, em 13 de maio de 1810, confirmavam-se os rumores que circulavam em Buenos Aires: as tropas de Napoleão Bonaparte haviam invadido a Espanha e destituído o rei Fernando VII, sendo este substituído por José Bonaparte, irmão de Napoleão. Isto significava que o poder da Coroa havia sido passado ao Conselho de Regência, instalado em Cádiz, que estava sitiada por tropas francesas. A disjuntiva era clara: sem a autoridade que dava poderes ao vice-rei, o poder deste ficava vazio.






Aqui a visão geral do monumento à mulher, situado na entrada de Fiambalá (foto abaixo), junto ao monumento do bi-centenário da Revolução de Maio (veja texto acima). Exalta as quatro maiores virtudes da mulher: a elegância, a plenitude, a ternura e a reflexão.




 A Elegância,
A plenitude...

 A ternura...
E a reflexão.
 
 


O aventureiro, apesar de confessar de não ter a menor idéia do que seja o "pissis" que aparece na placa em 7 diferentes línguas, tirou a foto. Aparentemente é uma mensagem de boas-vindas do Vulcão Pissis a todo o mundo.
Segundo informa a Wilkipédia, "El Monte Pissis es un estratovolcán inactivo, situado sobre un ramal de la Cordillera de los Andes dentro de la región del altiplano puneño de la Argentina, formando límite entre las provincias de La Rioja y Catamarca. Este volcán es la tercera cumbre de mayor altura de los hemisferios Sur y Occidental, con una altitud de 6795 msnm ".



A placa de propaganda à direita, que oferece a travessia dos
 Andes  situa-se na frente do Hostel Campo Base, de propriedade do Sr.Jonson Reynoso, que tornou-se amigo de Werner e lhe repassou muitas informações sobre a travessia. Só não foi seu guia na aventura por já haver assumido outros compromissos para essa data.

 Na praça de Fiambalá, as placas homenageiam
o Rally Dakar 2012 (fotos à direita e abaixo) no monumento junto ao qual o aventureiro Werner Hennig posa orgulhoso.