RESUMO DO TRAJETO: Tempo de bike:2h 06m 54s; tempo total de relógio: 03h 09m 55s
Vejam a beleza e a nitidez da foto da Laguna Verde, tirada do GPS do aventureiro. Essa Laguna já havia aparecido no mapa do dia anterior, mas em tamanho menor. Segundo Werner, : "Dá quase prá mergulhar!". Notem que o roteiro percorrido pelo aventureiro circunda a bela laguna.
O aventureiro diz que hoje foi obrigado a "jogar a toalha". Acordou muito mal, cansado e sem a mínima condição de pedalar. Decidiu-se a pedir uma carona, mas infelizmente teve que se "arrastar" por vários quilômetros, já que não passva niguém, nem de um lado nem de outro. O terreno continuava o pior possível: areião, pedras e "costelas de vaca", que não lhe permitiam desenvolver velocidades superiores a 6 ou 7 km/h. Haviam muitas subidas e descidas e apesar de estar naquele momento a 4.200 metros de altitude e Maricunga estar a mais ou menos 3.800 metros, sendo o percurso portanto em declive (aproximadamente 400 metros de descida nesses 80 quilômentros até Maricunga), isso nada lhe favorecia, porque o terreno era muito desfavorável e nessas pequenas subidas de 2 ou 3 km, o aventureiro era obrigado a descer e empurrar a bike.
A preocupação de Werner era que, se não conseguisse uma carona, na velocidade em que estava, iria fazer no máximo 40 km neste dia, o que significa dormir mais uma noite ao relento.
Finalmente a sorte sorriu para o aventureiro: em função de um evento entre o Chile e a Argentina, que aconteceria em Copiapó, havia uma equipe deste último país estava patrolando a estrada. Uma caminhote acompanhava o trator que fazia esse serviço. Depois de 9 quilômetros de sofrimento, o aventureiro finalmente conseguiu uma carona com Bernardo, motorista da caminhonete que lhe conduziria por cerca de 70 quilômetros até a aduana do Chile.
A velocidade média de Werner até esse momento era de 4,7 km/h. Com essa velocidade, certamente o aventureiro teria que pernoitar mais uma vez ao relento, há mais de 4 mil metros de altitude, numa temperatura extremamente baixa.
A esse propósito, conta-nos Werner que " quando sei que vou dormir ao relento, coloco tudo que tenho de agasalho, que são quatro calças , duas camisetas , dois casacos e o corta vento, aquele cinza que aparece sempre nas fotos. Coloco também, normalmente, umas quatro meias,duas grossas de lã e duas a tres normais e assim entro no saco de dormir. Outra estratégia é evitar ingerir líquido durante o dia (que os médicos não o ouçam...), para nao precisar sair do saco de dormir para urinar.
Quanto às temperaturas enfrentadas, conta-nos o aventureiro haver adquirido um termômentro em Florianópolis mas que o mesmo não aparece bem nas fotos, embora ele tenha tentado várias vezes documentar as variações de calor e frio que vem enfrentando. Segundo Werner, as temperaturas estão bastante amenas para a Cordilheira nesta épocado ano. Durante o dia, na sua chegada à Gruta, o termômetro marcava 15 graus, embora à noite baixasse bastante, chegando pela manhã sempre inferior a zero graus.
A velocidade média de Werner até esse momento era de 4,7 km/h. Com essa velocidade, certamente o aventureiro teria que pernoitar mais uma vez ao relento, há mais de 4 mil metros de altitude, numa temperatura extremamente baixa.
A esse propósito, conta-nos Werner que " quando sei que vou dormir ao relento, coloco tudo que tenho de agasalho, que são quatro calças , duas camisetas , dois casacos e o corta vento, aquele cinza que aparece sempre nas fotos. Coloco também, normalmente, umas quatro meias,duas grossas de lã e duas a tres normais e assim entro no saco de dormir. Outra estratégia é evitar ingerir líquido durante o dia (que os médicos não o ouçam...), para nao precisar sair do saco de dormir para urinar.
Quanto às temperaturas enfrentadas, conta-nos o aventureiro haver adquirido um termômentro em Florianópolis mas que o mesmo não aparece bem nas fotos, embora ele tenha tentado várias vezes documentar as variações de calor e frio que vem enfrentando. Segundo Werner, as temperaturas estão bastante amenas para a Cordilheira nesta épocado ano. Durante o dia, na sua chegada à Gruta, o termômetro marcava 15 graus, embora à noite baixasse bastante, chegando pela manhã sempre inferior a zero graus.
| Ainda na cabana dos Carabineiros, no início da jornada de hoje, o maravilhoso céu de Laguna Verde. |
| A bike aparece na frente da maravilhosa Laguna Verde. |
A bike devidamente acomodada na caminhonete. Werner finalmente se tranquiliza e parte rumo a Maricunga.
| Com Rodrigo na direção, o aventureiro se descontrai e brinca com o equipamento de oxigênio usado nas emergências (foto abaixo). |
Como a motoniveladora começou a trabalhar, Bernardo se liberou e resolveu levar Werner para um breve city-tour pelas redondezas, que se iniciou por uma visita à casa na foto acima.
Pasmem, ela estava pouco mais de 500 metros da cabana dos Carabineiros e está totalmente equipada para acolher visitantes, fato que Werner desconhecia. Ela fica aberta o ano inteiro, com todos os utensílios e móveis necessários, sem que ninguém furtasse qualquer coisa ou promovesse ações de vandalismo. Novamente temos que tirar o chapéu para a educação do povo argentino.
As camas, ao lado das quais Werner posa, estão num refúgio a 15 quilômetros de onde pernoitou (Carabineiros) na última noite. Não adianta chorar o leite derramado, mesmo porque o aventureiro reconhece que jamais teria conseguido pedalar essa distância nas condições em que terminou a última etapa. Mas que teria sido uma "mão na roda" teria...
| "Ojos del Salado", o mais alto vulcão do mundo, visto da janela da casa. |
| Werner posa, tendo ao fundo o mais alto vulcão do mundo: os "Ojos Del Salado" |
A casa recém-visitada pelo aventureiro, tem em sua frente, um monumento dedicado às vítimas do terremoto e tsunami que assolou o Chile em 2010. Foi doado por um alemão e esculpido por um chileno (nomes abaixo).
O aventureiro marca presença ao lado do monumento(foto abaixo).
| Chegando em Maricunga, logo após o tour turístico pelos refúgios da região oferecido pelo gentil Bernardo. |
Na casa onde pernoitará em Maricunga, com a bike já guardada, o aventureiro mais uma vez agradece a gentileza de Bernardo, que o salvou de dormir ao relento mais uma noite nessa difícil travessia dos Andes.

