O aventureiro reclama do preço de sua última acomodação (foto à esquerda): 12 mil pesos, o mais caro até agora desta Ruta 5. Sem café, sem mais nada. Mas as instalações são bastante confortáveis
O aventureiro, intrigado em como as plantas da foto abaixo sobrevivem, obteve duas explicações de um passante: ou as árvores são muito resistentes e sobrevivem com as gotas de orvalho da madrugada, ou os caminhoneiros da Ruta 5 fazem as regam em suas passagens.
É incrível como o deserto conserva os objetos e moradias. O mausoléu da foto abaixo tem mais de dez anos e permanece impecável. Na foto, os familiares do falecido dão manutenção ao sistema de iluminação por energia solar.
Como não deve ter nada para fazer, Ruben Reyes segue o aventureiro em seu carro por mais de 25 quilômetros. Na foto à esquerda ele oferece água ao aventureiro.
| No ponto mais alto da Ruta 5. De Encruce de Taltal até esse ponto, o aventureiro pedalou 38 km morro acima. O aventureiro julga que, no sentido inverso deve ser a maior banguela da Ruta 5. |
Nas estradas argentinas e nas chilenas também, momento de tristeza - uma homenagem aos falecidos, - no da foto, trata-se provavelmente de uma criança (não existe nenhum cartaz com informações a respeito), pelos brinquedos depositados no local, entre os quais uma bike (fotos à direita e abaixo)
| No meio do deserto, um pequeno oásis (foto acima). Na foto abaixo, o aventureiro posa ao lado de uma s plantas, infelizmente já poluída com papéis abandonados pelos viajantes. |
Passando pela localidade de Aguas Verdes (mera forma de expressão, porque não se vê água nenhuma por aqui), já mencionada no post de ontem (foto à esquerda).
Longas distâncias a percorrer pelas estradas Chilenas: Antofagasta à 230 km , na placa à direita.
O aventureiro não necessita, mas os motoristas de veículos automotores devem se precaver: Depois de Águas Verdes, combustível só à 215 km de distância, é o que informa a placa da foto acima.
Na pousada onde se hospedou em 2010, o aventureiro reencontra seu novo amigo Reynes. Neste local, Agua Verde, foi o acampamento do Rally Dakar.
O aventureiro pretendia almoçar neste bar/restaurante, mas como ainda tinha 38 km de subida para chegar na pousada San Francisco, com vento contra, acabaram suspendendo a refeição.
Vista geral da Posada San Francisco (foto acima), com seu bar e alojamento para viajantes, em pleno deserto de Atacama (foto abaixo).
No caminho para a Posada San Francisco, numa subida, Werner reencontra seu amigo Reynes parado.Pensando que ele novamente o esperava, também parou. Na verdade, o Fiat do amigo estava quebrado. Reynes fez alguma coisa no veículo e conseguiu subir mais uns metros, parando novamente. Werner prestou-lhe seu apoio moral mas, não tendo ferramentas nem conhecimentos mecânicos suficientes, foi obrigado a deixar o amigo, de consciência pesada, não mais o encontrando no restante da jornada.Certamente Reynes deve estar acostumado a essas quebras de seu veículo e mais cedo ou mais tarde resolverá o problema.
Já (mal) acomodado em seu quarto na Posada San Francisco, com bike, netbok e garrafas de água e refrigerante (foto abaixo).
Mais um pneu furado, tão pequeno que Werner não o identificou. Encheu o dito cujo sem saber se realmente era um furo. Na posada, após alguns minutos parado, o pneu esvaziou (foto abaixo). Benjamim, filho dos proprietários ajuda no conserto.
Benjamim tenta ajustar o tripé da máquina para "sacar una foto" (à esquerda) e posa com o pneu já consertado abaixo.
Em agradecimento ao auxílio prestado,
Benjamin ganha um colo e um
suco do aventureiro Werner Hennig na foto abaixo.
Werner, espantado, informa que lhe serviram junto ao tradicional pão, arroz, carne e tomate, abacate sem açúcar. Devo informar ao Werner que esse é um hábito comum também aqui no Brasil, para muitos de nós, inclusive deste seu amigo e correspondente Nei Azambuja, que quase diariamente come salada de abacate, temperada como qualquer outra verdura ou hortaliça.
Bom apetite!




