segunda-feira, 1 de outubro de 2012

28/09 - DE CUYA A ARICA

RESUMO DA JORNADA: Tempo de bike: 9h 11m 31s; tempo total de relógio: 10h 32m 21s; velocidade média: 11,7 km/h; velocidade máxima: 46,7 km/h; distência total percorrida: 107,96 km 



Embora a quilometragem percorrida não tenha sido tão grande, este 28 de setembro foi "doido" nas palavras do aventureiro Werner Hennig. Na saída de Cuya, com destino a Arica, já pegou um morro de 25 km de subida. Até aí, diz o aventureiro, tudo bem, porque depois da subida vem uma descida, é a lei da compensação. Só que após descer esse morro, 2 ou 3 km após, nova subida e assim foi o resto do trajeto.
O aventureiro explica que mesmo nas descidas, quando solta a bike na "banguela", sem usar freio, não recupera mais o tempo perdido, porque a resistência ao avanço oferecida pelo vento reduz terrivelmente a velocidade média.
Resumindo, conta-nos Werner, "foi um dia para cansar o pedalante".



Já de madrugada, sem conseguir jantar, o aventureiro apenas consegue um café com "galletas". Valeu pelo charme do barzinho à beira da estrada e pelo atendimento que recebeu (foto à esquerda).
 Primeira foto do dia na Ruta 5, partindo de Cuya.
 Raridade no deserto: um vale com pequeno córrego que possibilita inclusive o plantio de alimentos (acima).







 TeamDacar "falsificado" numa das inúmeras homenagens aos mortos que o aventureiro encontra na rodovia (fotos abaixo).




A zona de esfriamento dos freios, onde os caminhões podem estacionar para poder prosseguir a viagem com segurança (foto acima). O aventureiro aproveitou e "esfriou" os freios de sua bike...






Neste local (Vale de Chaca), se utiliza os recursos da irrigação artificial para a produção de alimentos. Em pleno deserto.

 Até milho se produz neste vale (foto à direita).


Uma excêntrica placa (foto abaixo), pelo  menos para nós brasileiros desacostumados ao deserte, indicando um restaurante (na foto seguinte) onde os motoristas podem lavar as mãos.




 Como ultimamente apenas temos mostrado Werner se alimentando em restaurantes, aqui vai a foto de uma típica refeição do aventureiro à beira da estrada: a tradicional "galleta" com "gasosa", aproveitando a sombra de um ponto de ônibus (foto acima)




Na Ruta 5, a placa mostra o início de uma enorme subida, que deve passar de 12 quilômetros. Isto logo após ele ter enfrentado uma outra com o mesmo tamanho (foto à esquerda).
Uma vista geral do vale que produz alimentos em pleno deserto chileno (acima)



 O aventureiro esperou pacientemente por 5 minutos neste local, até que aparecesse algum disco voador, como anuncia o cartaz à direita.
Como ainda havia um grande percurso para vencer, não pode esperar mais e prosseguiu viagem, não sem antes reclamar da desorganização das placas que não informavam com precisão em que horários deveriam aparecer os discos anunciados e de que planeta vinham...
No ano passado, uma placa anunciava este como o maior painel da Coca-Cola do mundo. Pelo visto o painel perdeu o posto porque a placa sumiu. De qualquer forma, ele é bem grandinho...

27/09 - DE HUARA A CUYA


RESUMO DA JORNADA: Tempo de bike: 8h 44m 16s; tempo total de relógio: 10h 08m 40s; velocidade média: 14,8 km/h; velocidade máxima: 57,5 km/h; distância total percorrida:129,60 km  

Mais um dia sem grandes sobressaltos, embora não tenha começado muito bem...Já na saída, foi necessário trocar uma câmara. Por sorte, a farpa que ocasionou o furo foi descoberta na primeira passada de mão pela câmara, de modo que o aventureiro não perdeu muito tempo. Aliás, a farpa  entrou no pneu no dia anterior, pois o aventureiro só percebeu que o pneu estava vazio quando, após o café da manhã, foi pegar a bike para iniciar a jornada desta quinta-feira, 27 de setembro. Aí o jeito foi fazer o conserto no quarto do hotel mesmo, que virou uma oficina improvisada (foto abaixo).



Esta foi a pousada do aventureiro na noite de ontem. Econômica,  cobrou 6 mil pesos a diária, com baño e café da manhã. Um tanto excêntrica na aparência, mas simpática (foto à direita).


Como diz o aventureiro, mais "mandingas" pelo caminho (ele informa que está fotografando apenas algumas delas, para evitar tomar "esporro" deste correspondente) (foto à esquerda). São dezenas espalhadas pela Ruta 5 (foto abaixo), que é a única opção do aventureiro rumo ao Peru.

"Tamarugos", árvores que sobreviveriam com a água do sereno, crescendo em cima de rochas. O aventureiro também ouviu uma versão que o que o que as sustenta seriam reservas de água no subsolo.O aventureiro fotografou também a flor do Tamarugo, que ele julga que deveriam ser brasileira pelas cores verde-amarelo (foto abaixo).






O galã das garis chilenas ataca de novo: da esquerda para a direita, Laura, Rosario e Gladys. Ao verem o aventureiro passar, acenaram efusivamente . Sem poder ter certeza se eram homens ou mulheres devido aos capacetes e roupas fechadas, só chegando perto foi possível identificá-las como mulheres. São educadíssimas e o aventureiro julga que sofrem de uma carência afetiva muito grande, em função do trabalho solitário que desenvolvem na beira das estradas chilenas.
Como elas não tinham caneta, o aventureiro foi obrigado a desmontar sua bagagem para poder anotar seus nomes - a que aparece à esquerda então, foi a mais solícita das três, ajudando Werner em toda a operação.



Cuya, destino do aventureiro na jornada de hoje, a 90 km de distância.
Arica, próximo objetivo, a 193 (foto à esquerda).
Cemitério no deserto (foto acima), com árvores naturais, nutridas pelo riacho que se vê na foto abaixo.
Werner diz que essas águas devem vir de reservatórios subterrâneos porque os morros não têm gelo, ao contrário da região de Fiambalá, onde a água provém do descongelamento do gelo que se forma nas grandes altitudes.



A alegria do aventureiro: 17 km de descida, sonho de qualquer pedalador (foto à esquerda).
Para compensar, após descer a serra, faltando 20 km para Cuya, o aventureiro esteve prestes a "jogar a toalha", como ele informa, graças a um vento frontal que quase parava a bike. A sorte é que como ainda era muito cedo, o aventureiro dispunha de bastante tempo antes do anoitecer, de forma que poderia chegar a Cuya  até mesmo empurrando a bike.
Chegando em Cuya (foto acima), na província de "Camarones" (foto abaixo).



Lá como aqui, as palavras de ordem dos políticos são as mesma: compromisso, honestidade e progresso....Os da placa de propaganda dizem que "o sol brilhará para todos"((foto acima). Nesta casa (fundos) o aventureiro se hospedará esta noite.





"5Comentários" -  o aventureiro já tinha decidido jantar nesse local (foto à direita), quando foi informado que não serviam janta. Enquanto fotografava o local, Werner encontrou os colombianos amantes de carros antigos que aparecem nas fotos abaixo. 

Todos os carros que ilustram este blog são originais (o da foto é de 6 cilindros).
Eles aparecem no blog travesiaalsur.com.co que pode ser visitado por quem se interessa por veículos antigos.




Na lateral de um dos veículos o roteiro da travessia da América do Sul (foto à direita).



Os pilotos que empreendem a travessia da Colombia à Patagonia argentina,  Camilo Otero, à esquerda e José Matamala ao centro, posam ao lado do aventureiro Werner Hermann Hennig, junto a um dos carros antigos.




Os proprietários dos carros são associados  ao Automóvel Clube da Colômbia,  país onde se iniciou a travessia que vai até o Ushuaia.