RESUMO DA JORNADA, DESENVOLVIDA EM DUAS ETAPAS: tempo de bike total das duas pedaladas: 6h 03m 18s: tempo de relógio, 1º trecho: 1h 30m 26m; tempo de relógio do 2º trecho: 6h 12m 46s; velocidade média dos dois trechos: 9,5 km por hora: distância trecho 1: 14,41 km; trecho 2: 42,83 km
A jornada de hoje foi desenvolvida em 3 etapas. a primeira de Cocachacra até a rodovia Panamericana, com cerca de 12 km de distância.A segunda, da Panamericana até um posto de gasolina, onde o aventureiro Werner Hennig pegou uma carona de caminhão e uma 3a. etapa, faltando uns 40 km para chegar em Arequipa, de onde continuou pedalando.
O aventureiro nos conta que estava extremamente cansado nesta jornada, tanto que no caminhão onde conseguiu carona, bocejou o tempo todo. Isso tudo, diz o aventureiro, em consequência do esforço dispendido na jornada entre Tacna e Moquega, no último dia 1º de outubro, onde fez 130 km com subidas terríveis e quando ele acelerou o que dava, pois havia a possibilidade de chegar ao seu destino sem carona, o que se mostrou impossível, como se viu no post daquele dia.
Assim o "descanso" do aventureiro foi pedalar 130 km de Moquegua a Cocachacra, restando pouco tempo para o descanso, pois até tomar banho, fazer compras , e jantar, o aventureiro pouco dormiu, pois a alvorada hoje foi às 6 da manhã.
Além desses problemas, deve-se levar em conta que em Cocachacra Werner estava no nível do mar e em Arequipa a altitude era de mais de 2.500 metros de altitude. Imagine-se o que uma diferença dessas de pressão ocasiona no físico do pedalador. Juntando-se todos esses fatores adversos, a solução foi pegar uma carona de caminhão.
Ontem a cidade lhe desejava boas-vindas - hoje, boa viagem.
Ao tomar a decisão de pegar uma carona, o aventureiro dirigiu-se a um posto de gasolina onde já encontrou 3 caminhões estacionados. O aventureiro levou muita sorte, porque ao dirigir-se ao primeiro motorista, este já aceitou dar uma carona ao aventureiro. O problema é que ele não iria até Arequipa - seu destino era Lima, e o local onde ele deixaria o aventureiro distava 40 km de Arequipa.
Enquanto bocejava ao lado do motorista, o aventureiro o bendizia, porque realmente ele estava muito, mas muito cansado.
Werner bem lembra que um jogador de futebol joga noventa minutos e descansa no mínimo dois dias - ele pedalou 130 km e o seu descanso foi pedalar mais 120 km no dia seguinte.
Estava "estouradaço", em suas palavras.
Na cabine, em pouco mais de uma hora de viagem, o aventureiro se recupera para completar, pedalando, os 40 km que o separavam de seu destino de hoje: Arequipa.
Primeira foto da bike no chão, tão logo foi descarregada do caminhão (abaixo).
Saindo da Panamericana, assim que terminou a carona, o aventureiro fotografa alguns montes que parecem cobertos de gelo, mas que conforme explicou o motorista do caminhão, são na verdade a fuligem expelida por um vulcão agora inativo.
Dezenas de pequenas casas se espalham pela planície. Segundo o mesmo motorista que deu a carona para Werner, são assentamentos de invasores que ocupam irregularmente terras que não lhes pertencem.
As balas foram devidamente entregues a um policial em Arequipa, para evitar problemas legais futuros.
Já em Arequipa, a foto de uma belíssima igreja e o detalhe da imponente torre (acima e abaixo). A moldura é feita pelas montanhas ao fundo.
O "Palácio Metropolitano de Belas Artes" homenageia o escritor peruano Mario Vargas Llosa, nascido nesta cidade de Arequipa, em 1936, e laureado em 2010 com um Prêmio Nobel de Literatura (foto à direita).
Além disso, foi político de renome em seu país, tendo em 1990 concorrido a presidência do país pela Frente Demócrata (FREDEMO), partido de centro-direita, vencendo o primeiro turno, mas no segundo, perdendo a eleição para Alberto Fujimori.
A foto mostra uma série de cinco agências de turismo receptivo, que organizam excursões pela cidade e região (foto acima), numa mesma rua.
Werner nos conta que é impressionante a quantidade de turistas andando pela cidade, que são facilmente detectados, tanto por suas roupas como também pela cor da pele, sempre mais clara que a dos peruanos, na maioria descendentes de indígenas.
Arequipa possuiu uma excelente estrutura turística, tendo o aventureiro contado mais de 30 hotéis em suas andanças pela cidade.

