Resumo da jornada: Tempo de bike: 6h 08m 14s; tempo total de relógio: 8h 36m 56s; velocidade média: 13,3 km/h; velocidade máxima: 57,1 km/h; distância total percorrida: 81,83 km
Ainda pela Rodovia Pan-americana, sempre pelo litoral, o aventureiro cumpriu uma jornada de Camaná a La Planchada.
O aventureiro Werner Hennig inicia o relato da jornada de hoje reclamando dos peruanos, que parecem que perderam a noção de distância. Eles não sabem mais o que significa uma distância - transformaram as distâncias em horas. Se você pergunta a alguém qual a distância de um local a outro, eles lhe informam: "Una hora" ou, os mais precisos "De bus duas horas, de auto una hora". É uma precisão incrível, porque para quem anda de bike isso não tem qualquer significado em função da velocidade que cada veículo desenvolve. Para se ter uma ideia de como eles perderam essa noção de distância, no hotel de Camaná, o aventureiro perguntou ao recepcionista: -Entre Camaná e Lima, que cidades existem? O recepcionista respondeu: "Atico". - E quantos quilômetros até Atico: "Trinta", responde ele. E depois de Atico? pergunta Werner. "Lima" responde o recepcionista.
- Ora, são mais de 1000 quilômetros até Lima, diz o aventureiro. Não existem mais nenhuma cidade entre Camaná e Lima? Aí o recepcionista entregou os pontos e admitiu não saber.
O aventureiro ficou indignado, porque ele, aos 16 anos já sabia as distâncias que separavam Rio do Sul das cidades mais próximas. Ora, o recepcionista era um adulto e não detinha informações básicas como aquelas solicitadas por Werner.
Sem obter a informação desejada, o aventureiro dirige-se a um posto policial e lá pergunta qual a distância até La Planchada:. O primeiro chute" dos policiais foi de 140 quilômetros. Pensaram um pouco mais e alteraram a informação para 100 km. Na verdade a distância era de 82 km de Camaná. Vejam só, não sabiam a distância de uma cidade que estava a apenas 80 km daquela onde eles moravam.
Werner estava realmente indignado com esse estado das coisas...
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| "Arequipa vive o Dakar", afirma o cartaz afixado na recepção do hotel onde Werner pernoitou (foto acima). |

O Hostal onde Werner pernoitou, é objeto da foto acima à esquerda. A bike na entrada.
A propaganda do Pisco lembra o aventureiro que não bebe há alguns meses e não vê a hora de voltar ao Brasil e recuperar o tempo perdido....(foto abaixo, à direita).
Pisco é o nome de duas variedades diferentes de aguardente de uva, produzidas no Peru e no Chile . É baseado fundamentalmente na destilação do mosto proveniente de uvas. Trata-se de um termo pre-hispânico (quechua) cuja origem remonta-se à "Villa de Pisco" atualmente localizada no litoral do Peru, nome quechua que significa "ave" ou "pássaro", foi fundada em 1640, nas imediações do assentamento indígena do mesmo nome.
Existe uma diferença histórica entre o Peru e o Chile sobre a exclusividade de usar o nome. Enquanto o Peru defende que é uma denominação de origem (similar a Champagne, por exemplo)o qual somente pode usar o termo "pisco" aquele produzido no Peru, o Chile discute que é um nome genérico (como
vinho ou
uísque).
Na saída de Camaná, os exóticos táxis fazem fila na espera de passageiros(foto acima). Abaixo, a bike serve de comparação com o tamanho do triciclo.
Sem mais detalhes, o cartaz anuncia o homem mais longevo do mundo: o peruano Santos Pastor, nascido em 1810 e falecido em 1936, totalizando 126 anos e 43 dias de vida (foto à direita).
A filosofia dos peruanos expostas

nos muros da cidade.
A bela escultura que retrata a luta entre galos de rinha (foto acima) situa-se na pequena praça da foto abaixo, à esquerda.
O pórtico de Acesso a Camaná, de gosto duvidoso, também é fotografado pelo aventureiro (à direita).
Montanhas áridas são uma paisagem redundante na jornada pelo Peru (foto acima).
Nem só de beleza vive o Peru - este é o "Water-Close" com que se deparou o aventureiro em sua jornada de hoje. Por incrível que pareça, o buraco que aparece na foto à esquerda é um banheiro, que aparece também na foto baixo, com a bike ao lado.
Ele serve aos usuários do restaurante, que no momento está fechado.
O rapaz sentado na frente do restaurante, ao lado do aventureiro, mora nesse local e toma conta da propriedade (foto à direita).

"Remember Álamo" -Nome muito sugestivo do restaurante (foto à esquerda).
O restaurante e seu sanitário(foto abaixo) realmente devem ser piores que o famoso forte norte-americano sitiado e depois destruído pelos mexicanos na guerra pela posse do Texas.
Ocoña, nova localidade pela qual o aventureiro passa na jornada de hoje (fotos à direita e abaixo).
O aventureiro Werner Hennig (o famoso GG - o Galã das Garçonetes) e seu harém, na localidade de Ocoña. As meninas da foto não convidaram o aventureiro para a foto: ele o fez, e elas aceitaram de bom grado.Da esquerda para a direita, Lucia, Rosa e o aventureiro(foto ao lado).
O aventureiro, entre as simpáticas Rosa e Lucia, faz uma pose estranha na entrada da lanchonete (abaixo).

Atentem, os seguidores do blog para o balde na frente da lanchonete e da bike do aventureiro: por incrível que pareça, destina-se à lavagem das mãos dos clientes.Acreditem se quiserem...
Aqui o aventureiro posa no interior da lanchonete, com Lucia, que esboça um movimento de colocar um "chifrinho" na cabeça do aventureiro. Muito simpáticas as meninas, pelo que nos conta o aventureiro.
Belíssimas paisagens enfeitam o roteiro percorrido pelo aventureiro Werner Hennig (foto acima). Abaixo, o Oceano Pacífico em todo o seu esplendor.
Inacreditável o que se tem que fazer para colocar o leitinho das crianças na mesa: se atentarem bem, poderão ver dois homens pendurados na torre da foto acima, possivelmente providenciando algum conserto.
Chegando em La Planchada, conforme anuncia o letreiro no barquinho da foto acima.
Vida de aventureiro realmente não é fácil: quarto apertado, pintura caindo e ainda por cima tendo que aguentar o aromatizante que os proprietários colocam no quarto para (tentar) tirar os odores deixados pelo hóspede anterior. Segundo Werner, é de quase desmaiar quando se acessa o aposento...
Na "gomeria", o aventureiro aguarda o conserto da câmara de sua bike(foto à esquerda).
Para quem pensa que a China só exporta bugigangas, o aventureiro fotografa a guia de importação de cabos pelo Peru (a esquerda), afixada no "carretel" ao lado da bike (abaixo).

Em La Planchada, o aventureiro fotografa moradias construídas de vime, material de grande utilização no Peru (fotos acima e abaixo)
Werner mostra nas fotos abaixo que realmente é um homem de coragem - como aventureiro que se preza, degusta um pastel numa feira ao ar livre e em seguida liquida um "espetinho de gato". Amanhã estaremos informando como foi a noite do aventureiro depois dessa aventura de final de jornada.