Resumo da Jornada: Tempo de bike: dez h 28 m 16 s: velocidade média: 14,6 km/h; velocidade máxima: 60,3 km/h; distância total percorrida: 150,29 km.
Dois probleminhas técnicos nesta jornada do dia 11 de outubro.O primeiro foi no km 48, quando o aventureiro Werner Hennig, inadvertidamente apertou o botão "pause" do relógio, o que ele só foi perceber no km 55, quando então acionou novamente o equipamento. Desse modo, perdeu-se algo em torno de 7 km no mapa.
A segunda "zebra" foi no km 120, quando o equipamento deu uma mensagem de "memória cheia", parando imediatamente de registrar os tempos. Isto aconteceu porque o aventureiro esqueceu, em Nasca, de limpar a memória do relógio, de pequena capacidade, que se encontrava cheia, com 5 dias de dados acumulados.O aventureiro foi obrigado então a zerar a memória, apagar dados anteriores a cidade de Nasca, e passar a contar a partir desses 120 km.
Assim, no primeiro mapa acima, há um erro de aproximadamente 7 km. No mapa seguinte ,faltam 120 km rodados.
Fora os problemas técnicos, o aventureiro ainda passou por duas situações de stress neste dia - a primeira no modesto hotel onde pernoitou (35 soles, mais ou menos 30 reais). Como sempre faz, o aventureiro pagou a diária antecipadamente, já incluindo uma água quente para fazer seu café, que ele comprou juntamente com pão, frutas, etc. que é um reforço na alimentação que ele faz. Esse procedimento visa evitar "surpresas" na conta Ao sair do hotel, já com a bike equipada, foi chamado pelo recepcionista, dizendo que faltara pagar a água quente. Habitualmente calmo, o aventureiro admite que "subiu as paredes". Isso porque é uma total falta de organização: ele pagou o serviço e o gerente não avisou o recepcionista da madrugada.
O segundo quiprocó, contarei mais adiante.
Deixando Nasca, com votos de uma feliz viagem, já na rodovia Pan-americana.
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O aventureiro, que já emoldurou a bike em gelo, agora o faz em flores, na saída da cidade de Nasca.
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O aventureiro chega ao sítio arqueológico das "Lineas de Nasca" (em vários outras placas e mesmo na Wikipédia, o nome da cidade ora aparece com s, ora com z - Nazca) )foto acima).
Inúmeras agências de turismo da cidade oferecem sobrevoos sobre as "linhas", constituindo-se em forte fonte de renda para a população local.

As Linhas de Nasca são antigos geoglifos (os geoglifos são figuras construídas em encostas ou planícies, utilizando a técnica de adição de pedras escuras matizes de origem vulcânica, a título de mosaico, para contrastar com um fundo mais claro característica de desertos ou remover a camada superior do solo, geralmente mais escura devido à oxidação, para expor o fundo mais claro) encontrados em muitas partes do mundo. Na América do Sul incluem o geoglifos de Nasca (Linhas de Nasca ) e da Amazônia Geoglifos no Estado do Acre e Rondônia ( Brasil ) encontrados no Pampas de Jumana, no deserto de Nazca, entre as cidades de Nasca e Palpa ( Peru ).
Os pampas de Jumana estão localizados a uma altura de 330 metros e manter uma temperatura média anual de 25 graus Celsius em uma das áreas mais secas do planeta, que ajuda a preservar os desenhos. O ar quente atua como um "tampão" que impede que as linhas sejam eliminados, porque obriga o vento mudar de direção.
Desde 1994 o Comité de UNESCO inscreveu as linhas e geoglifos de Nasca e das Pampas de Jumana como Patrimônio da Humanidade . No entanto, nos últimos anos têm sido severamente danificado pela construção da rodovia Pan-Americana e rotas off-road.
O cemitério, há cerca de 5 quilômetros de Nasca,na beira da rodovia, impressiona pelo abandono (foto acima e abaixo).
Destino próximo (Ica), a 117 km e longínquo (Lima), a 420 km.
A torre metálica da foto permite aos turistas avistar as "lineas y geoglifos de La Pampa". Para dar essa pequena subida, quiseram cobrar 2 soles do aventureiro que se rebelou (pouco mais de um real), indignado pela cobrança de uma atração tão pobre, que ele julga que deveria ser grátis.Esse foi o segundo atrito do dia, mencionado na abertura deste post.
Meu amigo Werner, além de aventureiro, é reconhecidamente um "mão de vaca"...
O pé de Flamboyant (à esquerda), com suas sementes características (abaixo), tão comuns na região de Camboriú, Blumenau e Indaial, trouxe de novo a saudade da terrinha...
A Ponte Rio Grande marca o início das estranhas (e paupérrimas) habitações dessa região do Peru (fotos acima e abaixo).
Procurando uma sombra na estrada aberta em pleno deserto, o aventureiro encontra uma viatura policial estacionada, com pedaços de plástico em cima à guisa de tenda. Os policiais permitiram que o aventureiro ali se estabelecesse para fazer seu almoço. Werner emntão puxou a "gasosa" e as "galletas" que constituiam sua refeição, o que horrorizou os policiais. "Isso é um veneno", disse um deles apontando para o refrigerante (e de fato o é).
Werner então ofereceu bolachas aos policiais, que em troca lhe dão uma fruta que aparece nas fotos abaixo, na mão do aventureiro.
Sanqui foi o nome que o aventureiro entendeu, informado por um dos policiais, cuja mão aparece segurando um canivete ("foto da fruta si, policial no"). Diz o aventureiro que a fruta é azeda, mas sem dúvida é muito mais saudável que as "galetas".
O aventureiro fica estupefato com um veículo que o ultrapassa na estrada, barulhento, rodando sem um dos pneus, sumindo logo em seguida. Werner o encontra logo adiante num borracheiro e é informado pelo motorista que rodou assim por mais de 5 quilômetros. Percebam que a roda não foi danificada, apesar do longo trajeto percorrido.
Apareceu bike na estrada, o aventureiro fotografa - ele não descobriu o significado da placa da foto à esquerda. Penso eu que é um aviso aos motoristas da existência de bicicletas na estrada.
A igreja já em Ica, é fotografada pelo aventureiro contra o sol.
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| Já no hotel (de bom nível, segundo o aventureiro), Werner vai descansar e preparar-se para a arrancada final até Lima. |