sexta-feira, 19 de outubro de 2012

17/10 - 17 EM LIMA, VISITANDO AMIGOS



Hoje finalmente o aventureiro conseguiu tempo para fazer a visita ao seus amigos Marcos e Alonso, a quem conheceu em Paso de Jama. Antes de relatar como isso aconteceu, vamos primeiramente explicar o que é o Paso de Jama, conforme aparece na Wikipédia:

O Paso de Jama é uma passagem de montanha através da Cordilheira dos Andes entre Chile e Argentina, a uma altitude de cerca de 4.200 m (13.800 pés). É a fronteira rodoviária norte de passagem entre os dois países. O Paso é alcançado através  da Ruta 27 (Chile) e via Estrada Nacional 52 (Argentina) .
A passagem liga a cidade de Jujuy , na Argentina, com San Pedro de Atacama , no Chile. A estrada foi aberta em 6 de dezembro de 1991, e é toda pavimentada desde o ano de 2005. Está aberto todo o ano, embora ocasionalmente fechado pela neve. Ele é usado por tráfego de caminhões entre o norte da Argentina e Paraguai e os portos do norte do Chile.
A estação de fronteira com a Argentina está logo abaixo da passagem no pequeno povoado de Jama. A estação de fronteira com o Chile está em San Pedro de Atacama, a 160 km da passagem.

Pois bem, foi nesta pequena localidade de Jama, em 2011, quando o aventureiro se preparava para atravessar a fronteira, que o Paso fechou em virtude do mau tempo. Como a cidadezinha tem apenas um hotel, com três ou quatro apartamentos apenas, este lotou rapidamente assim que a passagem pelos Andes fechou. Com muito esforço, o aventureiro conseguiu que o dono o alojasse na lavanderia do hotel, onde foi colocado um colchão para que ele pudesse dormir. No segundo dia, algumas pessoas desistiram de esperar e atravessar os Andes e dessa forma o aventureiro conseguiu um apartamento, com 3 camas. Nesse dia apareceu o Marcos, Alonso, a esposa de Marcos e Pépi (tio da esposa de Marcos) .O aventureiro então, gentilmente cedeu duas das 3 camas que seu apartamento tinha para o casal. Marcos e Alonso então foram para a lavanderia. E dessa forma eles passaram 4 dias em Paso de Jama, sem ter quase nada para fazer e nem lembraram de sequer tirar uma foto.
Finalmente o Paso abriu e todos trataram de rapidamente atravessar a fronteira, antes que a passagem fechasse novamente.
Hoje, antes que se esquecessem mais uma vez, trataram de tirar uma foto, para depois bater um longo papo e relembrar os dias de aventuras passadas.


Marcos, o ciclista aventureiro e Alonso, da esquerda para a direita.



No caminho para o apartamento do amigo Marcos, Werner fotografa a fonte e escultura dos "pelados" como ele diz, já que no local mão havia qualquer indicação do que se tratava.
 O trajeto foi quase uma viagem, levando uma hora e 29 minutos só de pedalada, fora o tempo que perdeu pedindo informações. Era para ter chegado para o almoço, às 13,30 horas, mas foi chegar após às 15 horas.


Pela ciclovia, o aventureiro já com a bike aliviada de todos os equipamentos dirigi-se para a casa do amigo.













Ainda no caminho, o aventureiro defronta-se com o "clips" gigante e o fotografa. Na realidade, é uma escultura de Mario Piacenza doado a cidade de Lima em 2004 (foto à esquerda e abaixo).

As peças sem identificação impressionam o aventureiro que as fotografa (foto acima).








Na Grande Lima, sub-prefeitura de San Borja, existem seis estruturas para emprestar, sim, emprestar bicicletas, não alugá-las (fotos ao lado, acima e abaixo). Exige-se que a pessoa deixe um documento e em 40 minutos ele deve devolvê-la, num dos 6 postos existentes na região.
São 40 minutos porque se estima que este seja o tempo suficiente para o cidadão se exercitar (este correspondente pedala no mínimo 60 minutos por dia e o aventureiro, 8 ou 9 horas...).De qualquer forma, uma iniciativa maravilhosa deste município.



O aventureiro não se contém e consegue dar umas pedaladas numa das bikes da Municipalidad de San Borja e aplaude a iniciativa fantástica dessa sub-prefeitura de Lima. 





Na volta do encontro com os amigos, já quase noite, na Praça de Armas próximo ao hotel, Werner fotografa mais um belo prédio da capital do Peru.

16/10 - AINDA CURTINDO AS FÉRIAS EM LIMA, PERU.

O aventureiro se surpreende porque apenas hoje duas pessoas o saudaram em inglês nas ruas de Lima.Ele diz que aparentemente não há muitos turistas na cidade, proporcionalmente aos 9,2 milhões de habitantes que tem.
Resolvido o problema de internet, o aventureiro gastou o dia para resolver problemas financeiros, mais especificamente com seu cartão de crédito. Todas as tentativas de saque que fez em Lima, recebia uma mensagem estranha, dizendo que o banco não respondia. Foi ao hotel, fez um tempo e retornou ao caixa eletrônico, mas a mensagem continuava. Foi direto a uma agência bancária e nada feito, tentou sacar em dólares, ao invés de soles (a moeda peruana é o Nuevo Sol, Soles, no plural), sem sucesso.
Aí bateu o medo no aventureiro, pois começou a pensar no pior, como clonagem do cartão ou outro tipo de fraude qualquer.
 Resolveu então ligar para a área de atendimento do cartão e recebeu a informação que seu cartão tinha um bloqueio automático sobre valores de saques para Peru e Bolívia. Como o atendente não podia fornecer o valor limite para esses saques, pois apenas o banco no Brasil estava autorizado a fornecer essa informação, o jeito foi voltar ao caixa automático e ir diminuindo os valores de saque até conseguir pegar algum dinheiro. O valor conseguido foi de 100 soles, quantia muito pequena, quase equivalente ao real e o banco cobra 14 soles por cada saque. Então, cada saque feito em caixa automático, tinha um custo desproporcionalmente grande. Ficou a lição para que na próxima visita ao Peru, seja providenciado com antecedência o teto para saques naquele país. 

A imponente sede do Jornal El Comércio, de Lima, um dos mais modernos e influentes do Peru.

Segundo a Enciclopédia Britânica, El Comercio ,  (espanhol: "O Comércio"): 

<em> Comercio, El </ em>Jornal peruano publicado em Lima . O jornal é um dos mais respeitados na América do Sul e é dedicado à "ordem, liberdade, conhecimento". Fundada em 1839 e de longo propriedade da família Quesada Miró, El Comercio é o jornal mais antigo do Peru e o segundo mais velho no continente . É conservador em sua perspectiva editorial e orientada para negócios e proprietários de terras, mas que ganhou uma reputação como um jornal bem informada e equilibrado.




 O aventureiro se diverte e posa ao lado do casal de pavões existentes no hotel onde se hospeda em Lima (fotos acima e abaixo).


 No cabeleireiro, o "laceado brasilero" - alisamento de cabelo pelo sistema brasileiro faz sucesso e custa caro - 200 soles (a cabeleireira e cliente posam junto com o aventureiro...) (foto acima).


 Uma das belíssimas igrejas de Lima, com o aventureiro agradecendo o sucesso de sua aventura.




O aventureiro posa ao lado da imagem do Cristo morto (foto à esquerda).







A mesma igreja fotografada pelo aventureiro em dois momento: de dia, na ida ao supermercado (à esquerda) e à noite, na volta (abaixo).